Em
2009, o Barueri estreou na Série A do Campeonato Brasileiro, enfrentando o
Sport, na Ilha do Retiro. O apoio da Prefeitura acabou, a equipe entrou em
queda livre e, sete anos depois, termina seu calvário na Série A3 com uma
campanha desastrosa. Com a goleada sofrida por 6 a 1 para a Matonense neste
domingo, o time fechou sua campanha na terceira divisão do futebol paulista com
19 jogos disputados, 19 derrotas e saldo de gols negativo de 70 gols.

O
rebaixamento já havia sido decretado há muito tempo atrás. Desde 2010, é a
quinta queda consecutiva da equipe.

 A
situação existente hoje é fruto da crise política que existe no clube desde o
começo de sua existência em 2001, quando ele apareceu com o primeiro nome de
Roma Barueri. Naquela época, a equipe começou a receber aportes da Prefeitura
da cidade e começou a se suspeitar de desvio de verbas públicas – R$ 26 milhões
desapareceram dos cofres entre 1997 e 2004.

No período anterior ao Roma Barueri,
existia o Grêmio Recreativo Barueri, que era uma ONG que promovia outras
modalidades esportivas.Em
2009, por discussões políticas, o clube deixou Barueri e foi para a cidade de
Presidente Prudente com o nome de Grêmio Prudente.

Em 2010, no primeiro ano, a
equipe foi semifinalista do Campeonato Paulista. Mas foi só.

Logo vieram dois
rebaixamentos, no Brasileiro do mesmo ano e no estadual do ano seguinte. Em
2011, a equipe voltaria a Barueri novamente, comprada por um empresário.

 Em
2014, o comando da equipe mudou de mãos novamente, passando para o empresário
Alberto Ferrari, nome artístico de José Alberto Dias Jeremias, que pagou R$ 2
milhões em 24 cheques. Nenhum deles pode ser descontado, já que todos foram
sustados.

As dívidas se acumularam. Na Série D do ano passado, a equipe se
recusou a enfrentar o Operário-MT por atraso nos salários e o time perdeu por
W.

O. Em 2015, a equipe escapou do rebaixamento para a quarta divisão por dois
pontos.

 No
início da Série A3 deste ano, os problemas começaram na primeira rodada,
quando foi o time foi obrigado a dar W.O.

contra o Primavera de Indaiatuba por
ter perdido o prazo de inscrição dos atletas. No mês passado, o time ameaçou
fazer greve por conta das situações precárias do alojamento e do atraso de salários.

Os jogadores relataram ao Sindicato dos Atletas Profissionais do Estado de São
Paulo que estavam até sem comida no alojamento.No
dia 16 de março, uma grande vergonha: a equipe foi goleada pelo Nacional por 10
a 0, em jogo realizado na rua Comendador Souza.

Sem receberem salários, os
jogadores revelariam dias depois desse jogo uma tentativa de suborno feita por
apostadores asiáticos para que a equipe perdesse do Rio Preto, em jogo
realizado em fevereiro. A Federação Paulista acionou o Ministério Público e o
Sindicato dos Atletas pediu à Polícia Federal que investigue o caso.

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Fonte: Globo Esporte