O São José dos Campos FC encerrou a parceria com o RB Brasil. O acordo entre as equipes foi firmado em janeiro, apenas para a disputa da Série A3 do Campeonato Paulista. Após dois meses de competição, os joseenses conseguiram evitar o rebaixamento para a Segunda Divisão Paulista, ficando na 14ª colocação, com 23 pontos (sete vitórias, dois empates e dez derrotas).

 O RB Brasil, clube-empresa e que atua em Campinas, arcou com a folha de pagamento do elenco e o São José FC ficou responsável pela logística durante toda a competição. Cerca de 15 atletas do time campineiro mais a comissão técnica foram cedidos.

O presidente do Tigre do Vale, Nelson Guanaes, fez uma avaliação da parceria, classificando como positiva. Na mesma entrevista, já havia admitido que a possibilidade de renovação era incerta.

Com o fim da terceira divisão estadual, o clube joseense não sabe se vai ter atividades no segundo semestre. Isso porque a próxima competição que pode participar é a Copa Paulista, que tem um índice estabelecido pela Federação Paulista de Futebol.

VEJA MAIS: Tabela da Série A3 do Campeonato Paulista”Dever cumprido”O técnico Pablo Fernandez, que nasceu em São Paulo, mas mora na cidade do Vale do Paraíba desde os dois anos de idade, está no comando das categorias de base do RB Brasil desde 2011. Ele levou o Toro Loko às quartas de final da Copa São Paulo de Futebol Júnior deste ano, quando foi superado pelo Flamengo.

Em entrevista ao GloboEsporte.com, ele revela o sentimento de dever cumprido, mas admite que poderia ter terminado o campeonato numa posição melhor.

– Foi uma parceria muito bem aproveitada, tanto pelos atletas quanto para a gente (comissão técnica). Oportunidade única de disputar um campeonato profissional, competitiva como a Série A3.

O sentimento é de dever cumprido. Deu certo.

Mas poderíamos ter chegado até mais longe, alcançado uma posição melhor – disse, por telefone. LEIA MAIS: Presidente do São José FC questiona: “a cidade quer futebol?”Sobre um possível retorno do negócio envolvendo as duas equipes, o técnico diz que prefere deixar para as diretorias.

Na avaliação dele, o comprometimento dos atletas e a responsabilidade de atuar em um campeonato de maior expressão foram fundamentais para que o time se mantivesse na divisão. – A gente sabia que as oscilações iriam ocorrer, que as nossas performances não seriam como realmente queríamos.

A grande maioria (dos jogadores) estava disputando pela primeira vez um campeonato. Isso faz diferença.

Alcançamos o objetivo de permanecer. Foi o comprometimento dos atletas, que acreditaram no nosso trabalho.

Estou feliz – finalizou.
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Fonte: Globo Esporte