Uma nova regra da Federação Internacional de Remo pode ter antecipado a despedida de Fabiana Beltrame das Olimpíadas. Apesar de classificada, a maior nadadora brasileira da história ficou sem a vaga para os Jogos do Rio, uma vez que cada país, mesmo classificando mais barcos, pode enviar apenas um por gênero. No feminino, o double skiff formado por Fernanda Nunes e Vanessa Cozzi venceu sua prova na semana passada, no Chile, e, por isso, foi o escolhido pela Confederação Brasileira de Remo.

Fabiana ficou com a prata no single skiff. A experiente atleta do Vasco, no entanto, ainda confia na possibilidade de ganhar um convite para disputar sua quarta e última edição dos Jogos.

 – Ainda tenho esperança. Acho que é possível.

Estão todos empenhados para que isso aconteça, o Vasco, o COB e a CBR. Acho que já mandaram um pedido à Fisa (Federação Internacional de Remo).

É especial (disputar essa edição) porque é meu último ano competitivo, gostaria de encerrar a carreira competindo os Jogos – comentou a remadora de 33 anos. A esperança de Fabiana vem de uma iniciativa da Confederação Brasileira de Remo (CBR).

A entidade anunciou que fará um apelo para que o Comitê
Olímpico do Brasil (COB) peça à Federação Internacional de Remo (Fisa) e
ao Comitê Olímpico Internacional (COI) que o Brasil esteja presente nas
quatro provas nas quais se
classificou no Pré-Olímpico do Chile. Caso o pedido seja aceito, o outro
remador beneficiado seria Steve Hiestand, terceiro lugar no single
masculino.

O double formado por William Giaretton e Xavier Vela, que também venceu no Chile, já está garantido.A maior nadadora da história do Brasil parabenizou suas colegas de seleção pela conquista no Chile.

Fabiana, no entanto, não esconde a frustração de ter de competir por vaga com remadoras da própria equipe, mesmo em provas diferentes. – É bem frustrante ter que competir com atletas da própria equipe.

Depender de outros resultados que não só o seu. Achei meio descabido.

Mas fazer o quê? Regras são regras – disse Fabiana que, enquanto espera uma resposta do pedido, segue treinando normalmente para a competição. De acordo com as regras da Fisa, o país que tenha classificado mais de um barco deverá optar apenas por
um de cada gênero.

A regra tem como objetivos colocar o maior número
possível de países e fomentar o equilíbrio entre gêneros no evento.
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Fonte: Globo Esporte