Sobrinho do ex-atacante Paulo
Nunes, artilheiro e ídolo em Grêmio e Palmeiras, o jovem Allef, de 22 anos,
segue os passos como jogador, mas se aventura em posição bem diferente da qual
o tio brilhou na década de 1990. Titular do Goianésia, equipe que ainda tenta
se classificar para a semifinal do Campeonato Goiano, Allef só desfalcou um
clube em um jogo na temporada. Suspenso, ele não enfrentou o Trindade e fez
muita falta na derrota por 4 a 1 durante a primeira fase.

Mas, depois da chegada do técnico
Jorge Saran, Allef e o time como um todo conseguiram reagir. Já são
cinco partidas de invencibilidade muito também graças ao artilheiro “gordinho”
Nonato, autor de 11 gols na temporada.

Mas quem disse que Allef não pode
balançar as redes? No último domingo, Nonato fez três e até pediu música no “Fantástico”.
Mas o sobrinho de Paulo Nunes também deixou sua marca na vitória por 4 a 2
sobre a Anapolina.

Foi o primeiro gol da carreira de Allef, que honrou a fama
do tio Paulo Nunes e da família.- Foi muito bom, foi uma sensação incrível.

Se já foi demais, imagina
para ele (Nonato), que balançou as redes três vezes num jogo só e já fez vários
outros gols na carreira. Na base, eu já tinha feito muitos gols, mas como
profissional, ainda não – diz Allef.

 O zagueiro de 1,86m começou na base do Goiás, onde chegou a jogar como
atacante e lateral-direito. Antes de subir para o profissional – não chegou a
atuar em partidas oficiais pelo time esmeraldino, mas fez parte do grupo
principal –, Allef virou zagueiro.

Ele conta como o tio Paulo Nunes reagiu à
mudança de posição e revela que tem muito apoio em uma família repleta de “goleadores”.- Eu já fui atacante até os 15 anos.

Depois virei lateral-direito. Aí,
na base do Goiás, um treinador viu que eu tinha potencial para ser zagueiro.

Fiz o teste, fiquei me adaptando por uns dois meses, por causa de
posicionamento. Ele (Paulo Nunes) brinca muito, pois somos de uma família de
atacantes (muitos parentes se aventuram no futebol amador).

Nossa família é
muito unida. Quando é possível, nós sempre nos reunimos na casa da minha avó,
em Pontalina-GO.

O Paulo Nunes me dá muito apoio.> Veja a tabela e a classificação do Campeonato GoianoSemifinalista do estadual nas últimas três temporadas, o Goianésia
sofreu com a ausência de jogadores importantes, como Romerito, que se aposentou
e virou técnico, e Wendell Lira, vencedor do Prêmio Puskás que foi para o Vila
Nova.

Apesar do início ruim na temporada, o Azulão do Vale conseguiu reagir.
Atualmente os riscos de rebaixamento são pequenos e ainda há chance de
classificação para a semifinal.

Allef acredita que já aprendeu muito em 2016.- Estou conseguindo fazer um bom campeonato.

Para mim está sendo muito
bom. No Itumbiara (em 2015), eu comecei a jogar durante a competição.

Aqui, no
Goianésia, estou desde o início. Só fiquei fora de um jogo.

Acho que estou
aprendendo muito e conquistando meus objetivos. A gente não começou bem, mas já
são cinco partidas de invencibilidade.

Isso a gente ainda não tinha conseguido.
Ainda temos esperanças de classificação.

Vamos tentar fazer mais dois bons
jogos – afirma o sobrinho de Paulo Nunes.Confira as notícias do esporte goiano no globoesporte.

com/go
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Fonte: Globo Esporte