Cinco dias após o seu acerto com a CBF, Tite, 55, será apresentado nesta segunda-feira (20) como novo técnico da seleção brasileiro. O ex-corintiano deverá dar uma entrevista coletiva na sede da entidade no período da tarde.

O treinador chega para ocupar o lugar de Dunga, demitido na última terça-feira (14) após a eliminação da seleção brasileira na primeira fase da Copa América Centenário.

Apesar de Tite ser um dos melhores técnicos do país, a opção de Del Nero pelo corintiano surpreendeu. Em dezembro, o treinador havia assinado um documento pedindo a saída do cartola do comando da CBF.

Antes da primeira conversa entre Tite e Del Nero, o treinador já havia negado assumir a seleção brasileira em conversas com intermediários da CBF, pelo menos quatro vezes. A última vez foi no fim de abril, conforme apurou a Folha de S.Paulo. Em 2015, o técnico teve duas sondagens de representantes da entidade.

Desta vez, a negociação começou através dos filhos do presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, e de Tite.

Marco Polo Filho e Matheus Bachi foram os primeiros a se falarem sobre o assunto logo após o fracasso do time nacional no torneio realizado nos Estados Unidos.

Com a ajuda de um amigo em comum, cujo nome não foi revelado para a reportagem, Marco Polo Filho conseguiu o contato do filho e auxiliar de Tite e imediatamente lhe mandou um recado por meio do celular.

A informação foi confirmada pelos familiares do técnico Tite e também por pessoas ligadas a Del Nero.

Foi de Matheus o papel de dar uma esperança e uma resposta positiva para o mensageiro do cartola da CBF: disse que, sim, seu pai poderia ouvir o convite que seria feito pela entidade e falou também que comandar a seleção brasileira era o sonho de Tite.

Não acertou nada, mas escancarou as portas para o primeiro encontro, realizado na última terça-feira (14) à noite, na sede da confederação no Rio de Janeiro.

Aos se falarem, os filhos evitaram que seus pais entrassem em contato antes que fosse, enfim, consumada a saída de Dunga, no comando desde a saída de Luiz Felipe Scolari, em julho de 2014, após a traumática queda por 7 a 1 diante da Alemanha na semifinal da Copa do Mundo.

Tite levou para a seleção brasileira o seu fiel escudeiro e auxiliar, Cleber Xavier, além de Edu Gaspar, gerente de futebol do Corinthians, e seu filho.

Tite, porém, não comandará a seleção nos Jogos Olímpicos do Rio-2016. Rogério Micale, que está há um ano com a base do Brasil, é quem estará à frente da equipe, o que o gaúcho considerou mais “justo”.

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