Bolsa de Mulher

Conforme países vão evoluindo econômica e socialmente, a tendência inicial é que a taxa de natalidade (número de pessoas que nascem) caia e a expectativa de vida aumente. Atualmente, é isso o que acontece no Brasil. Ou seja, temos que estar cada vez mais preparados para lidar com a velhice. Mas, poucos minutos de observação mostram que estamos longe disso.

Além de ser invisibilizada, muitas vezes a pessoa idosa é tratada com muita violência – não só física, mas também simbólica – por aqueles que não conseguem reconhecer ou aceitar as diferenças existentes em cada faixa etária da vida. Dificuldade para locomoção, lentidão no raciocínio e necessidades específicas são naturais da velhice e grande parte das pessoas passará por isso um dia.

A seguir, veja ilustrações que mostram cenas cotidianas em que idosos são tratados de maneira desigual, com muita indiferença ou falta de respeito. Infelizmente, elas são muito comuns.

Vagas e filas preferenciais

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1 – O idoso que usa o transporte público tem bastante dificuldade de fazer valer seu direito ao assento preferencial. Se este estiver ocupado por outras pessoas que têm o direito de usá-lo, é raro ver outros passageiros cedendo um assento comum.

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2 – O mesmo acontece com as vagas preferenciais nas ruas e em estacionamentos de shoppings ou grandes lojas. As vagas reservadas para idosos são localizadas mais próximas da entrada ou de locais com acessbilidade exatamente devido à dificuldade de locomoção de alguns deles. Ainda assim, há quem desrespeite.

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3 – Na fila do mercado, as cenas se repetem.

Impaciência na rua

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4 – Outra grande dificuldade da nossa sociedade é saber respeitar o tempo do outro. Com os idosos, é muito fácil perceber este sintoma. Muitas vezes, ao atravessar uma rua com mais lentidão, devido à locomoção comprometida, eles são xingados e ofendidos.

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5 – O tempo de racíocinio também não é compreendido e é comum ver pessoas reclamando em uma fila porque um idoso demora para concluir seu pedido ou solicitar informações.

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6 – O desrespeito, muitas vezes, parte daquele que deveria atender e acolher. Em bancos e outras unidades de serviço, infelizmente, nem sempre idosos podem contar com funcionários atenciosos, que explicam os procedimentos com calma e clareza.

Sem espaço na sociedade

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7 – Outro pensamento recorrente é o de que o idoso não tem direito ao lazer. Por isso, quando ele solicita seu lugar preferencial em teatros ou cinema ou quando pede seu ingresso pela metade do valor, é frequentemente visto como interesseiro ou trapaceiro.

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8 – Já no trânsito, alguns motoristas pensam que a idade é necessariamente um fator limitante. Por isso, basta verem que é um idoso conduzindo o veículo do lado para proferir ofensas ou perder a paciência.

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9 – Paciência, de fato, talvez seja um grande divisor de gerações. Em locais públicos, é comum encontrar idosos buscando uma conversa ou uma troca de informações e o mais novos focados inteiramente em si, sem abertura para a interação.

Intolerância dentro de casa

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10 – No entanto, as diferenças e a invibilização não acontecem apenas na rua. Dentro das famílias, os idosos também são excluídos em momentos de reunião e, muitas vezes, maltratados.

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11 – Suas restrições, por vezes, não são respeitadas nem por quem vive perto.

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12 – E as diferenças geracionais muitas vezes criam um grande abismo entre os indivíduos, resultando em pouca paciência para lidar com assuntos que, apesar de parecerem óbvio para alguns, são de difícil compreensão para eles, como novas tecnologias.

Fonte: Bolsa de Mulher