Estrias são cicatrizes se formam quando há destruição das fibras elásticas de colágeno na pele, normalmente causada por um estiramento repentino. Elas são bastante comuns na adolescência, tanto em meninas quanto em meninos, quando há crescimento ou ganho de peso abruptos. Já na idade adulta, surgem também com as mudanças no corpo, que podem ser por ganho de peso, gravidez – com mais frequência – e também fruto de alterações hormonais.

As mulheres estão mais propensas a desenvolver estrias nas coxas, glúteos, abdômen e seios e, normalmente, na puberdade. Já durante a gravidez, as estrias se concentram no abdômen e seios. Mas também podem aparecer após a colocação de próteses de silicone, por causa da distensão dos tecidos de forma repentina.
Nos homens, quando há prática excessiva da musculação de forma repentina ou abuso dos anabolizantes, é mais comum aparecer nos ombros, braços e costas.

Segundo a dermatologista Darleny Costa Daher, os resultados vão depender da fase em que as estrias estão, o local em que se encontram e a espessura. “É importante lembrar que não há cura total, mas há significativa melhora em sua aparência com os tratamentos. A genética do paciente, a raça, a idade e a produção de colágeno individual são fatores que também influenciam neste sucesso”, explica.

A seguir, a especialista desvenda cinco tratamentos que prometem tratar as estrias, esclarecendo quais as diferenças entre eles:

1. Ácido retinoico

O composto pode ser usado em fórmulas para aplicar em casa, com orientação médica. O ácido estimula a produção de colágeno na região em que há a estria. Por sua ação tópica, é importante manter a pele sempre hidratada.

2. Microdermoabrasão
O procedimento promove estímulos para reorganização dos tecidos das estrias e facilita a penetração e ação de outras substâncias posteriormente, como o ácido retinoico. Deve ser feito por médico em consultório.

3. Laser ablativo e fracionado
Excelente opção de tratamento por ser eficaz também em estrias antigas, requer poucas sessões. O único inconveniente e desvantagem do tratamento é o desconforto na hora das aplicações do laser.

4. Laser não ablativo
Essa opção, em contrapartida, tem ponteiras precisas que não machucam tanto a epiderme – e causam menos desconforto, mas demandam um maior número de sessões para apresentar resultados.

5. Subcisão
Esse é um procedimento cirúrgico no qual uma agulha provoca a ruptura das traves de fibrose, produzindo um hematoma no local. Pode ser associado ao preenchimento das áreas atróficas (as fibras atrofiadas) com ácido hialurônico.

Fonte: Bolsa de Mulher