A facilidade de comunicação que trouxe o acesso à rede mundial de computadores praticamente extinguiu alguns hábitos bastante comuns como o de enviar convites, cartas escritas à mão e a confecção de álbuns e diários de bordo. Ir à papelaria era sempre como uma visita à Disneylândia. Relembre algumas das delícias do papel que foram perdidas com o tempo.

1. Enviar cartinhas escritas à mão
O advento do email tornou o hábito de escrever cartas no papel à mão algo quase sem uso. Apesar de tão mais pessoal, íntimo e exclusivo, as cartas demoravam dias para chegar ao destinatário que hoje lê seu correio eletrônico poucos segundos após o envio do remetente.

2. Mandar um cartão de felicitação
Trocas de cartões de aniversário, Natal e Ano Novo eram sempre uma festa à parte. Superar aquela mensagem do ano anterior ou conseguir um cartão mais surpreendente ou divertido para felicitar o amigo também passou a se resumir em um alô no mural do Facebook.

3. Fazer seu próprio cartão personalizado
Quem tinha mais tempo e talento artístico resolvia até comprar suas folhas de papel camurça, laminado, vegetal e compunha seus próprios cartões personalizados. Delícia era escolher o envelope que combinava com cada tema de cartão.

4. Montar um álbum de fotos
Criar álbuns customizados, com recordações anotadas à mão, molduras diferentes e até espaço para os negativos era também uma tarefa hedonista. Tomava tempo, mas era como construir sua autobiografia.

5. Escrever um diário
Isso sim que era o exercício autobiográfico sob todas as letras e autoavaliações psicanalíticas. Existia menos concorrência com todos os aplicativos de registro e compartilhamento de imagens, então, a melhor forma era registrar por escrito para si, para depois ter a oportunidade de relembrar um dia.

6. Convidar “em mãos”
Era o famoso “save the date” de algum tempo atrás. Você tinha o prazer de escolher o cartão convite, o envelope, a tipografia e, às vezes, até o caligrafista que iria escrever o nome dos convidados na frente do convite. Pura arte.

7. Encapar e etiquetar cadernos
Esse é um hábito que não foi diminuído pela era da informática, mas pela variedade de opções de cadernos e capas modernas acessíveis no mercado. Antes sem graça e todas iguais, a única forma de diferenciar sua brochura com a do colega era pela cor do plástico que foi usado para encapar ou pela etiqueta com nome.

8. Trocar papéis de carta
Além de escrever carta para quem morava longe havia aquelas pessoas que só colecionavam os diferentes tipos de papéis decorados. Existiam versões pautadas, e até com aromas, que eram trocadas pelos colecionadores, como os de selos.

Fonte: Bolsa de Mulher