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Estima-se que, a cada ano, 1 milhão de mulheres sofrem aborto espontâneo em todo o mundo. Se você conhece alguém que já viveu a situação, está tentando engravidar e teme passar pelo problema, pode se informar com 4 perguntas sobre o tema, respondidas por especialistas ouvidos por uma reportagem da revista “Women’s Health”:

1. O que exatamente é um aborto espontâneo?
Em termos médicos, é uma interrupção involuntária da gravidez antes de 20 semanas. A maioria é causada falhas cromossômicas aleatórias caracterizadas por sangramento e cólicas, que acontecem com a contração do útero. Algumas mulheres não apresentam sintomas e descobrem o aborto somente quando realizam um ultrassom que mostra que o feto não tem batimento cardíaco.

2. Fiz teste caseiro de gravidez e deu positivo. Dois dias depois, outro teste deu negativo. Será que eu abortei?
Provavelmente. Até 75% dos abortos são chamados de gestações químicas, em que um óvulo fertilizado não chega ao útero e é expulso em um processo que se assemelha a uma menstruação. Por isso médicos aconselham a realizar o teste caseiro somente depois do atraso no ciclo para evitar a confusão e o estresse.

3. Um pequeno sangramento sempre significa aborto espontâneo?
Mais de um quarto das gestantes no primeiro trimestre podem ter um pequeno sangramento, mas menos da metade vai abortar. As alterações hormonais podem causar a pequena mancha de sangue na calcinha e só precisam ser levadas ao médico se o sangramento for mais intenso e acompanhado de dores.

4. Eu abortei há alguns meses. Será que vai acontecer de novo?
Não necessariamente. Cerca de 95% das mulheres já sofreram aborto espontâneo uma vez e 70% das mulheres que tiveram o problema conseguiram engravidar e dar à luz normalmente nas gestações seguintes. Se você já sofreu três ou mais abortos espontâneos, seu médico pode realizar testes hormonais, genéticos ou em relação a seu sistema imunológico.

Conheça os motivos: 

Fonte: Bolsa de Mulher