A ex-BBB Adélia esteve no programa Encontro com Fátima Bernardes, da TV Globo, e falou sobre os ataques racistas que sofreu após um ensaio sensual para o site de celebridades Ego.

A advogada conta que quando saiu do reality show, as pessoas mais próximas falaram para ela não entrar nas redes sociais, porque ela já vinha sofrendo ataques racistas enquanto estava dentro do programa e que isso ficou mais evidente após as fotos do seu ensaio terem sido divulgadas.

“Para mim era um universo meio distante, quando eu me tornei uma pessoa pública, eu realmente senti isso na pele, ataques que representavam até um certo ódio”, comentou.

Haters na internet

No começo, a ex-BBB conta que chegou até a pesquisar sobre esses ataques para saber se alguém ganhava alguma coisa com isso, já que não entendia porque as pessoas tinham o trabalho de ir até o seu perfil nas redes sociais para ofendê-la.

A advogada diz que não se importa quando é chamada de feia, porque ninguém é obrigada a achá-la bonita, mas desabafou sobre os ataques. “O que me incomodava eram as ofensas, a injúria, me chamaram de macaca, falavam para eu ir lavar o banheiro, o preconceito racial ficou muito claro”.

Adélia atribui as ofensas ao fato de se aceitar e ser muito bem-resolvida. “Eu me considero uma pessoa de sucesso, então, eu acho que é como se não “descesse”… Incomoda e as pessoas aproveitam esse momento para destilar o ódio, aquilo que já estava embutido nelas”.

Ofensas racistas

Adélia não é a primeira famosa a ser atacada nas redes sociais. As atrizes Taís Araújo, Sheron Menezzes, Cris Vianna e a jornalista Maria Júlia Coutinho também foram ofendidas recentemente no Facebook e no Instagram.

No fim de março, três suspeitos de terem promovido ataques racistas contra Taís Araújo foram soltos poucos dias após terem sido presos em Santa Catarina, na Bahia e em São Paulo. Eles vão responder em liberdade pelos crimes de racismo, injúria racial e formação de quadrilha e podem ter pena de até 12 anos de prisão.

Fonte: Bolsa de Mulher