Toda mãe conhece a tradicional careta que o filho pequeno faz diante de um prato de legumes e vegetais. É normal que crianças se sintam mais ou menos atraídas por determinados alimentos na infância, mas quando a rejeição se torna constante, saiba que o fato pode estar relacionado a um possível quadro de ansiedade ou depressão que a mulher enfrentou durante a gravidez.

Pelo menos é isso que sugere um estudo divulgado pela publicação “Archives of Disease in Childhood”. De acordo com a pesquisa, existe uma ligação entre mães que internalizaram seus problemas durante a gravidez e até três anos após o nascimento com crianças consideradas “comedoras seletivas”, ou seja, com rejeição consistente de certos alimentos. Os pesquisadores descobriram indícios de que pais com estresse emocional tiveram um efeito semelhante sobre os seus filhos.

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Para o estudo, os pesquisadores recrutaram 4.746 mães e seus filhos, nascidos entre 2002 e 2006. Neste grupo, foram incluídos 4.144 pais. Os pais preencheram questionários durante a gravidez de suas parceiras e, novamente, três anos depois, para avaliar os seus próprios sintomas de ansiedade e depressão.

Quase 30% das crianças foram classificadas como comedores seletivos aos 3 anos. Depois de levar em conta fatores como idade dos pais e nível de escolaridade, o trabalho científico ainda analisou cada ponto adicional marcado por uma gestante em uma escala de ansiedade correlacionada com um ponto extra na pontuação de criança que rejeitavam determinados alimentos. Se essa ansiedade persistia até idade pré-escolar dos pequenos, eles eram mais propensos a ser comedores seletivos também.

Fonte: Bolsa de Mulher