Giovanna Antonelli é mãe de Pedro, de 10 anos, e das gêmeas Sofia e Antônia, de 5. Como grande parte das mães, ela já pensou como vai reagir quando os filhos perguntarem sobre sexo. De acordo com a psicóloga Raquel Benazzi, do núcleo terapêutico Corujas, de São Paulo, os pais precisam tratar o assunto com naturalidade e se atentarem a alguns detalhes para tornar o momento em aprendizado.

Meu filho perguntou sobre sexo. E agora?

De acordo com a especialista, as perguntas tendem a aparecer na faixa dos 5 anos. Mas, como contou Giovanna no programa Encontro com Fátima Bernardes, da TV Globo, mesmo tendo um filho mais velho e duas com essa idade, as dúvidas sobre sexo ainda não surgiram.

Mas, a atriz diz que se sente preparada para o momento e já sabe como fará isso. “Eu não adianto nada na minha casa e nem antecipo as respostas. Mas, sempre estou pronta para dar qualquer tipo de resposta verdadeira e de acordo com a limitação da idade dele. Jamais usaria o exemplo da cegonha”, comentou. Para Giovanna, a naturalidade com a qual pretende lidar com o tema tem relação direta com a educação que recebeu de seus pais, que sempre foi sincera e aberta.

Além da sinceridade, a atriz ainda diz que é preciso naturalizar as perguntas. “A gente precisa tirar a intenção da maldade. Beijo é beijo, é bom, é troca de carinho. Não tem malícia falar isso”, explicou. A psicóloga endossa o discurso de Antonelli. “Crianças perguntam sem malícia. É pura curiosidade”, acrescenta.

No entanto, encarar a situação nem sempre é tarefa fácil. Para ajudar, Raquel mostra pontos que devem ser levados em consideração quando as perguntas surgirem.

Como conversar de sexo com as crianças

Como explica, a forma como os pais lidam com os questionamentos é a primeira experiência e impressão que a criança vai levar para a vida adulta sobre sexualidade. Por isso, é importante tratar o assunto sem tabus e moralismo sem se recusar a responder aos pequenos e nem fugir da obrigação de orientar os mais velhos.

Dicas:

Não antecipe respostas: os responsáveis devem controlar a ansiedade e esperar que a criança traga suas dúvidas.

Não responda mais do que foi perguntado: se a criança quer saber de onde ela veio, a resposta que foi da barriga da mamãe pode ser o suficiente. Se não for, ela vai continuar questionando. Mas, respostas que extrapolam a dúvida podem causar confusão.

Não reprima as perguntas: para não passar a ideia de que o assunto é proibido ou intocável, ele deve ser sempre recebido com naturalidade, sem repressão ou espanto.

Não recuse respostas: quando uma criança faz uma pergunta e não recebe uma resposta, busca a informação em outros meios onde o processo de assimilação pode ser incorreto.

Se interesse: se a pergunta foi feita, mostre interesse em respondê-la. Mas, para adolescentes, mesmo quando eles não trouxerem questionamentos, faça perguntas superficiais ou leves para não constrangê-los, mas se inteirar da sua vida.

Não pergunte demais: mas, o diálogo não pode se tornar um interrogatório.

Não dê exemplos pessoais: a criança ou o adolescente não precisa saber com riqueza de detalhes como é a relação dos pais. Use exemplos generalistas.

Não fale com agressividade: a atitude pode passar a ideia de que o assunto é desconfortável e atrapalhar a criação do vínculo de confiança.

Fonte: Bolsa de Mulher