Em recente entrevista ao programa Altas Horas, da Rede Globo, Sandy contou que, assim como muitas mulheres, teve dificuldades para amamentar o pequeno Theo, hoje com dois anos e fruto do casamento com Lucas Lima. Com uma técnica feita em casa, no entanto, ela conseguiu reverter o problema e hoje comemora os resultados. “Consegui prolongar muito a minha amamentação. Consegui amamentar sete meses dessa maneira e me senti muito vitoriosa, foi sensacional”, disse.

Por que amamentar é difícil?

Sandy teve dificuldades para amamentar porque, segundo ela mesma contou, além de seu leite ter demorado para descer, ele veio aos pouquinhos, em pouca quantidade.

O quadro de pouco leite, geralmente, leva ao desmame precoce. Isto porque, com explica a pediatra Dra. Luciana Herrero, especialista internacional em amamentação, para mamar no peito, o bebê precisa fazer força e esperar o leite descer. Mas, quando a mamadeira com bico é oferecida, ele percebe que, devido ao tamanho do furinho, consegue obter o alimento com mais facilidade do que no peito da mãe. Isto leva o bebê a recusar o peito, ação que, consequentemente, faz com que a produção materna diminua, já que a mama não é estimulada.

Mas, para reverter esse processo e não deixar que Theo desmamasse, Sandy contou que optou por um processo chamado relactação.

O que é a relactação?

Trata-se do processo para estimular que as glândulas mamárias voltem a produzir leite (ou produzam em maior quantidade), permitindo à mãe continuar ou voltar a amamentar o bebê. Para isso, existem duas técnicas:

Relactação

O procedimento é realizado para que o bebê que deixou de mamar por algum motivo volte a estimular a mama da mãe. “Com isso, a mãe volta a produzir leite. Geralmente a fórmula artificial é oferecida via sonda, colocada no bico do peito da mãe, para que o movimento de sucção estimule o processo”, explica a pediatra.

Realeitamento

Nos casos em que a mãe ainda não deixou de amamentar, mas sua produção é insatisfatória, a saída é também usar a sonda. “Enquanto a produção não normaliza, a fórmula artificial pode ser oferecida pela sonda. Isso evita que o bebê confunda bicos e perca o vínculo da amamentação”, comenta Luciana.

A especialista diz que, além dos benefícios para a saúde do bebê proporcionado pela amamentação, as duas técnicas ainda permitem que o corpo da mãe produza a prolactina e a ocitocina, dois hormônios essenciais para o sucesso da prática.

Como fazer uma relactação?

No caso de Sandy, segundo reportou o site de notícias Uol, ela passou a alimentar o pequeno Theo com uma sonda colada no bico do seio para que, enquanto se alimentasse do leite artificial, o bebê também estimulasse as glândulas mamarias da mãe a produzir mais leite.

“O bebê mama no peito e o complementa através de uma sonda, ao mesmo tempo”, explicou a cantora.

O procedimento pode ser feito em casa, em todas as mamadas do bebê. “O leite artificial ou ordenhado da mãe é colocado em um recipiente – mamadeira, seringa ou copinho – e, através da sondinha, que é colocada no seio da mãe, o bebê o suga, aprendendo o mecanismo da sucção e estimulando as glândulas mamarias”, detalha a pediatra.

Para realizá-la, a mulher precisa de um kit contendo o recipiente para o leite e a sonda. Ele pode ser comprado pronto, como algumas marcas de mamadeira oferecerem, ou feito em casa, com o copinho de uma mamadeira e uma sonda médica fina.

Uma extremidade da sonda deve ficar dentro do recipiente com leite enquanto a outra deve ser colada com uma fita micropore no bico do peito da mãe.

Quanto tempo demora para o bebê voltar a mamar só no peito?

O bebê e o corpo da mãe podem levar de 15 a 45 dias para regular os movimentos de sucção e a produção de leite. “Cada caso é um caso e tudo depende da idade da criança, das condições do desmame e de quanto tempo ele ficou sem mamar”, explica a médica Luciana.

Sandy conseguiu, com a técnica, amamentar o Theo até os sete meses. “Depois que eu parei com a relactação, continuei dando o peito (…). Mas eu consegui amamentar por sete meses dessa maneira. Me sinto vitoriosa!”, contou.

Além de muita informação e orientação profissional, para conseguir voltar a amamentar, é preciso paciência. Para a médica, todo o processo de amamentação deve envolver muito amor, tranquilidade, motivação e apoio. “Se a mãe for bem orientada, as chances de o bebê voltar a mamar no peito são enormes”, finaliza.

Fonte: Bolsa de Mulher