É muito comum vermos “pacotinhos de bebês”, cheios de roupas e cobertores, quando a temperatura cai. As crianças, em especial as recém-nascidas, são embrulhadas em camadas e camadas de roupas, pois muita gente pensa que bebês sentem mais frio que adultos. Será que é um mito, ou eles realmente precisam de uma dose extra de proteção? Conversamos com a pediatra do Hospital Leforte Fabiola Peixoto sobre esse assunto, para saber como agasalhar os bebês de maneira segura e eficiente.

No inverno, quando o clima esfria e fica mais seco, as doenças respiratórias em crianças são mais comuns. Por isso, nos preocupamos tanto em fazer com que os bebês não sintam frio e permaneçam aquecidos, principalmente fora de casa.

Mas, se a criança ainda não fala, como saber se ela está confortável e agasalhada o suficiente?

De acordo com a pediatra Fabiola Peixoto, a primeira coisa que devemos entender é que bebês não sentem mais frio do que nós, porque têm o metabolismo mais acelerado que o de um adulto.

“Não tem nenhum fundamento o bebê sentir mais frio, porque ele tem uma temperatura corporal mais elevada do que um adulto”, detalha. “Por terem a necessidade de crescimento, o metabolismo deles é duas vezes mais rápido do que o nosso, assim como o débito cardíaco, que é a quantidade de sangue que o coração injeta no organismo”.

Como vestir o bebê no frio

Fabiola destaca que superagasalhar a criança não é recomendado. Cabe aos responsáveis, então, identificar a necessidade da criança de acordo com a temperatura ambiente. Considere também que, assim que o bebê nasce e ainda é muito pequeno, ele não tem total capacidade de manutenção da temperatura corporal.

Portanto, a orientação da pediatra é que os pais se guiem pela própria sensação térmica na hora de agasalhar o bebê recém-nascido. Assim, considere sempre que ele pode estar com um pouco mais de frio do que você, já que, apesar de ter uma temperatura corporal mais elevada, ele também perde calor mais facilmente.

“Quando está muito frio, tem que cobrir mesmo. É importante vestir por camadas, com um body, calça e macacão por cima”, comenta a pediatra.

“Apesar de a lã ser muito usada, é indicado que as roupinhas sejam de algodão. A lã pode provocar lesões e ressecar a pele do bebê, principalmente até os dois meses”, avalia.

Outra opção é investir em casacos mais pesados, com capuz, desde que a pele do bebê só entre em contato com peças de algodão. Vale lembrar que, além das roupas, até um ano, as crianças devem usar luvas, gorros e meias de acordo com a temperatura ambiente.

 

Fonte: Bolsa de Mulher