O blog de saúde e bem-estar Well, do jornal norte-americano The New Your Times, sugere que exercícios como caminhada, ciclismo, natação, dança e até mesmo jardinagem podem reduzir substancialmente o risco de doença de Alzheimer. A informação foi concluída em um estudo publicado em março diante de estimativas de que a incidência global da demência irá mais do que triplicar nos próximos 35 anos.

O exercício tem sido desde há muito tempo relacionado a uma melhor capacidade mental em pessoas idosas. No entanto, poucas pesquisas têm monitorado os indivíduos ao longo dos anos, realizando ao mesmo tempo exames cerebrais. Por isso, pesquisadores da Universidade da Califórnia, usaram dados produzidos por um estudo de saúde cardiovascular, iniciado em 1989, que avaliou quase 6 mil homens e mulheres mais velhos.

Nesse estudo preliminar, os participantes realizaram exames médicos e cognitivos, preencheram questionários sobre suas vidas e atividades físicas. Olhando para 10 anos de dados de cerca de 900 participantes que tinham pelo menos 65 ao entrar do estudo, os pesquisadores determinaram primeiro quem foi prejudicado cognitivamente. Em seguida, eles estimaram o número de calorias queimadas através da prática de exercícios realizada por semana, com base nos questionários dos participantes.

Os exames mostraram que o cérebro de indivíduos ativos provou ter substancialmente mais matéria cinzenta, em comparação com os outros nas partes do cérebro relacionadas à memória e ao pensamento. Mais substância cinzenta, que se consiste principalmente em neurônios, geralmente está relacionada à melhor saúde do cérebro.

Ao mesmo tempo, aqueles cuja atividade física foi aumentada durante um período de cinco anos – embora estes casos fossem bem raros – apresentaram ganhos notáveis ​​no volume de sua massa cinzenta nessas mesmas partes de seus cérebros. E, talvez mais significativo, as pessoas que tinham mais matéria cinzenta correlacionada com a atividade física também tinham, cinco anos depois, 50% menos chance de experimentar o declínio da memória ou de ter desenvolvido a doença de Alzheimer.

“Para efeitos da saúde do cérebro, parece que é uma ideia muito boa se manter tão fisicamente ativo quanto possível”, diz Cyrus Raji, radiologista sênior da UCLA, que conduziu o estudo. Ele ressalta que o termo “atividade física” neste estudo incluiu caminhar, correr e andar de bicicleta, fazer jardinagem, dança de salão e outras atividades recreativas de queima de calorias.

Dieta do bem:

Fonte: Bolsa de Mulher