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A menopausa marca o final da vida reprodutiva da mulher, ou seja, dali em diante, ela não terá mais filhos e passará a sentir os efeitos da diminuição dos hormônios sexuais em seu corpo. Na maioria dos casos, isso ocorre por volta dos 50 anos, mas existem situações em que as mulheres têm menopausa precoce e passam por esse processo mais cedo. Pensando em criar uma nova alternativa para elas, uma equipe de pesquisadores gregos criou um método que promete reverter esse processo e “reativar” os ovários.

Os pesquisadores, da clínica Genesis, em Atenas, utilizaram Plasma Rico em Plaquetas (PRP), obtido a partir da centrifugação do sangue da paciente com o objetivo de isolar fatores de crescimento e já utilizado no tratamento de lesões osteomusculares. Trinta mulheres com idade entre 46 e 49 anos participaram do experimento.

Os resultados, expostos no encontro anual da Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia, mostraram que, quando injetado nos ovários de mulheres pós-menopausa, o plasma rico em plaquetas reiniciou os ciclos menstruais de aproximadamente 30% das mulheres e permitiu que elas produzissem óvulos aptos a serem fertilizados.

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Os responsáveis pelo estudo contaram que um dos casos mais impressionantes foi o de uma mulher que havia chegado à menopausa aos 40 anos e, cinco anos depois, quando recebeu o tratamento, voltou a menstruar e se tornou fértil de novo.

Os pesquisadores não sabem ao certo como a técnica funciona, mas a hipótese é que o PRP estimule as células-tronco da região, capazes de regenerar tecidos e produzir hormônios ovulatórios. Mais estudos são necessários antes que a técnica com PRP se torne um tratamento mundialmente aceito.

Fonte: Bolsa de Mulher