Grandes líderes como Mark Zuckerberg e Mahatma Gandhi, por exemplo, não destacaram precisamente por suas habilidades sociais. Quando pensamos em grandes líderes empresariais, geralmente imaginamos pessoas carismáticas, determinadas e extrovertidas. Mas a realidade nos mostra um perfil radicalmente oposto.

Pense Bill Gates e até mesmo em Darwin. Eles são ou foram tipos tranquilos, que poderiam, eventualmente, passar despercebidos se não fossem os impérios que controlam seus projetos liderados.

De acordo com Susan Cain, autora do livro “Quiet Power” e introvertida por autodefinição, em reportagem à revista Glamour espanhola, os tímidos podem esconder grandes talentos. O perfil muitas vezes surpreende, uma vez que a sua personalidade faz com que a sociedade o subestime, o ignore e ele seja totalmente ofuscado pelos extrovertidos.

Um estudo realizado pela Universidade de Harvard mostrou que os introvertidos têm uma maior quantidade de matéria cinzenta, e que também está localizada em algumas partes do cérebro que os torna melhores em tarefas como o pensamento abstrato e a tomada de decisão.

Estima-se que cerca de 20% da população pertence a cada uma das extremidades (introvertido ou extrovertido), enquanto os restantes 60% se situam no meio do espectro. Embora socialmente, extroversão é muito melhor vista porque, além de mais atenção, está associada a questões como liderança, os introvertidos também são caracterizadas por terem habilidades especiais: criadores, prudentes, reflexivos, sabem escutar, sensíveis, calmos, modestos, observadores e independentes.

Fonte: Bolsa de Mulher