De um tempo para cá, muitas mulheres passaram a usar o coletor menstrual para lidar com a menstruação. O “copinho” traz vários benefícios conhecidos, como redução do custo com absorventes – já que o produto é reutilizável – e, principalmente, melhor preservação da flora vaginal, resultando em menos irritações na região íntima da mulher.

Há ainda, segundo as próprias usuárias, ganhos secundários pelo uso do coletor, os quais uma pesquisa se propôs a descobrir. Entre os achados que mais chamaram atenção, está a diminuição do cheiro da menstruação – que, apesar de natural, é bem específico e, geralmente, forte.

O que diz a pesquisa

Uma pesquisa recente, realizada pela Intimina, uma empresa que produz produtos de higiene íntima, perguntou a 1.500 mulheres o que havia mudado em suas vidas depois que elas trocaram o absorvente comum pelo coletor menstrual. Uma em cada 4 disse que a vida sexual havia melhorado, muitas relataram que a secura vaginal havia diminuído e outras 62% disseram que sentiram a diminuição de um sintoma bem específico e característico da menstruação: o cheiro forte.

Por que diminui? 

A ginecologista e obstetra Maria Elisa Noriler, membro da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), explica que o que faz a menstruação ter um cheiro característico é o contato do sangue com o ar, já que o sangue propriamente dito é inodoro. Quando o coletor é introduzido na vagina, ele cria vácuo, ou seja, não há ar ali e, portanto, também não haverá odor.

O absorvente externo ou mesmo o absorvente interno, por sua vez, permitem o contato do ar com o sangue, por isso, haverá cheiro mais forte.

É importante não confundir o cheiro normal do sangue oxidado com cheiro de suor que fica em contato com absorvente ou com o odor acentuado pela demora em trocar o absorvente. Lembre-se: o ideal é trocar a cada quatro horas.

Fonte: Bolsa de Mulher