Thinkstock

Ansiedade, procrastinação, dificuldade em dizer “não” e a escassa vida social influenciam o corpo e a mente de quem é autônomo. O freelancer, esse espírito livre que trabalha em casa, sem horários ou chefes, que pode escolher em quais projetos quer se envolver e quais deixa passar.

Parece bom, certo? O problema é que, na vida real, não é tão simples quanto parece. Na verdade, o excesso de liberdade acaba provocando problemas de saúde porque envolve uma instabilidade que, às vezes, é difícil de assumir com saúde mental.

Os pesquisadores do Hospital Bellvitge de Barcelona, na Espanha, conduziram um estudo em que asseguram que o fator que tem sido diretamente associado com os afastamentos a longo prazo por problemas de saúde mental (ansiedade e esquizofrenia) é o regime de trabalho. Na verdade, o estudo revela que os autônomos são duas vezes mais propensos a isso.

O estudo não investigou as causas, mas os psiquiatras acreditam que os freelancers são mais vulneráveis por sua própria instabilidade e porque têm menos benefícios econômicos e esperam até o último minuto para se afastarem do trabalho, quando a doença já está em estado mais avançado.

O freelance, normalmente, costuma ser um grande procrastinador por várias razões: medo, perfeccionismo, insegurança ou excesso de trabalho acumulado. A procrastinação é um primeiro passo para o desenvolvimento de um transtorno de ansiedade.

Além disso, a carga de trabalho varia e há verdadeiros picos de trabalho combinados com dias que sequer toca o telefone. Nesses dias, o freelancer geralmente costuma ver o seu futuro negro, enquanto que durante os picos de trabalho se apodera de tamanha euforia que faz com que ele viva uma verdadeira montanha-russa emocional.

Outra de suas características é que descansam pouco porque sempre estão dependentes de uma notícia por mail ou telefone e têm verdadeiro terror de dizer “não”. Conseguem apenas algumas horas de “desconexão” e relaxamento, e não são capazes de separar o lazer de seu horário de trabalho porque a maioria deles trabalha em casa.

A cereja no topo do bolo é que o autônomo passa muito tempo sozinho e tem uma vida social bem restrita. Seu contato com outros seres humanos, muitas vezes, se limita a responder e-mails e mensagens WhatsApp.

Fonte: Bolsa de Mulher