Já se sabe que a técnica de treinamento da mente, baseada em deixar para trás os estímulos mais superficiais e conseguir se desconectar de tudo, proporciona alguns benefícios emocionais: ajuda a controlar o estresse, a desenvolver a memória e a concentração, melhora a produtividade e criatividade, além das relações sociais. Agora, a possibilidade de usar esse benefício para controlar o peso foi confirmada por um estudo do Journal of Consumer Research, a que se refere a New York Magazine.

Praticar essa técnica pode ajudar a comer de forma mais sensata, evitando deslizes e educando seu corpo (e mente) para comer de forma compensada, regulando as sensações de fome e saciedade para controlar o peso. Neste estudo, interessava o efeito que a atenção plena tem sobre a capacidade de compensação através dos alimentos: comendo menos quando se está satisfeito e mais quando se está com fome.

A pesquisa estuda como esta prática pode ajudar a comer melhor e racionalmente. Em um teste, por exemplo, foi distribuído aleatoriamente aos voluntários do estudo duas versões diferentes de smoothies: um com 215 calorias e outro com 534. Em seguida, a todos eles, foi dada a possibilidade de tomar a quantidade de chocolate que desejassem.

Se constatou que as pessoas que tinham tomado o smoothie mais calórico e se concentraram no que eles comeram e nas sensações corporais que experimentaram (princípios básicos da atenção plena) foram as que menos chocolate comeram depois. Da mesma forma que, as que haviam tomado a batida de baixa caloria, que detinham atenção plena e também haviam posto em prática esses princípios de ‘mindfulness’, comeram mais chocolate para compensar após a ingestão anterior.

O fato confirma que comer concentrando a atenção sobre o que come e quais as sensações corporais (e não nos estímulos externos) ajuda a conhecer melhor o sentimento de saciedade para saber quando se está cheio. Desta forma, é muito mais fácil evitar a ingestão de calorias em excessos. Essa espécie de autorregulação calórica, de acordo com os resultados deste estudo, não aconteceu entre as pessoas que não tinham levado em conta os princípios básicos da atenção plena.

Fonte: Bolsa de Mulher