É quase impossível falar de zika vírus sem citar o Aedes aegypti, mosquito cuja picada é o principal meio de transmissão do micro-organismo. Também é bem conhecido o contágio que pode ocorrer entre a mãe e feto. Mas existe outro meio de infecção cada vez mais evidente cientificamente: as relações sexuais. Não à toa existem novas orientações para se prevenir.

Transmissão do zika através do sexo 

O primeiro caso de transmissão do zika vírus através do sêmen foi relatado em 2011. A contaminação aconteceu no Senegal, mas o paciente só sentiu os sintomas em casa, nos Estados Unidos. Quatro dias depois ele notou a presença de sangue no sêmen e, no mesmo dia, sua esposa passou a ter sintomas da febre zika.

De lá para cá, outros casos de suspeita de transmissão do micro-organismo foram investigados e a Organização Mundial da Saúde (OMS) chegou a declarar que a “transmissão é mais comum do que se imaginava”.

Como evitar

O Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde deu novas recomendações de prevenção à contaminação pelo zika.

As novas orientações são resposta às evidências cada vez maiores de que o vírus pode estar presente no sêmen e ser transmitido durante o sexo.

Tendo em vista o risco de desenvolvimento de microcefalia e síndrome de Guillain-Barré, o órgão passou a recomendar a utilização correta e consistente de preservativos masculinos e femininos em todas as relações sexuais, principalmente para as gestantes e suas parcerias sexuais.

Em adição, a OMS recomenta que o cuidado seja ainda maior para casais que moram ou viajaram para áreas com surto de zika, como é o caso do Nordeste brasileiro.

Outras formas de contágio 

Além da picada do mosquito, da relação sexual e do líquido amniótico (responsável pela microcefalia), existem estudos que mostram que o zika poderia ser transmitido pelo sangue – uma vez que o vírus já foi identificado em bolsas de sangue destinadas a transfusões – pela urina e pela saliva. Há indícios também de que ele poderia estar presente no leite materno, mas as autoridades e instituições de saúde ressaltam que não há evidência suficiente para que as mulheres deixem de amamentar.  

Fonte: Bolsa de Mulher