Um dos cuidados femininos mais indicados por ginecologistas e mastologistas é observar e palpar os seios mensalmente, procurando por caroços ou alterações na pele. Mas nem todo relevo na mama é um sinal de câncer. Existem caroços benignos e nós contamos quais são a seguir.  

Caroço benigno na mama 

A mastologista Milca Chade, do Centro Médico Chade, explica que existe um tipo de caroço que, frequentemente, aparece em mulheres com menos de 30 anos e não é cancerígeno.

Trata-se do fibroadenoma, um tumor benigno, cuja causa não é conhecida, mas acredita-se estar relacionada aos hormônios femininos.

Características à palpação 

O fibroadenoma da mama é um nódulo que raramente mede mais de 4 centímetros e não causa dor nem incômodo. Ele é redondo, pode ser duro ou ter consistência de borracha. É comum que ele fique mais evidente na época da menstruação ou durante a gravidez em função de sua relação com os hormônios femininos.

De toda forma, caso você sinta um nódulo durante o autoexame da mama, consulte um médico para fazer uma avaliação e descartar a hipótese de câncer.

Fibroadenoma complexo 

O fibroadenoma mais comum é do tipo simples e não indica risco de câncer, mas ele também pode ser do tipo complexo, caso em que há o risco de doença maligna e, portanto, o ideal é consultar um médico. Esse tipo de lesão é caracterizado pela presença de sacos cheios de líquido e grandes o suficiente para serem palpados e observados sem um microscópio.

Precisa tratar? 

Milca explica que, raramente, o fibroadenoma resulta em câncer e, na maioria dos casos, não necessita de tratamento específico. “Geralmente é necessário apenas acompanhamento com o mastologista. Mamografias e ultrassonografias de rotina são indicadas para acompanhar o desenvolvimento do nódulo”, conta. 

Caso o médico suspeite se tratar de um tumor cancerígeno – e não de um fibroadenoma – ele provavelmente recomendará uma biópsia para confirmar o diagnóstico e, se necessário, um procedimento de retirada cirúrgica. “Após o procedimento, o nódulo pode voltar e, por isso, a cirurgia só deve ser realizada caso haja suspeita de câncer de mama”, explica Milca.

Fonte: Bolsa de Mulher