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As mulheres tendem a acumular gordura no quadril, mas, mais dia, menos dia, é provável que acabe aparecendo uma gordurinha na barriga. Apesar de parecer uma saliência como qualquer outra que surge no corpo, o acúmulo de gordura abdominal tem particularidades. Ele pode ser de diferentes tipos e, por isso, há diversas maneiras de tratá-lo. Além disso, é especialmente perigoso à saúde, já que pode ameaçar o bom funcionamento cardiovascular e elevar seu risco de desenvolver diabetes.

Para determinar qual é a forma mais eficaz de eliminar a nociva, persistente e tão indesejada “pochete”, uma dupla de especialistas britânicos testou quatro métodos utilizados para queimar gordura na barriga – e um deles foi o campeão.

Tipos de gordura abdominal

Existem dois tipos de gordura abdominal: a visceral, que, como o nome já diz, fica perto dos órgãos, e a subcutânea, que fica embaixo da pele. Nenhuma das duas costuma ser desejável, mas a gordura visceral é mais perigosa porque está intimamente relacionada ao acúmulo de gordura no fígado, ao diabetes, obesidade, colesterol alto, hipertensão e doenças cardiovasculares.

No entanto, a gordura visceral – que é mais resistente ao toque, enquanto a subcutânea é mais flácida – é mais fácil de ser eliminada.

Melhor forma de eliminar

Os especialistas ingleses Fredrik Karpe e Dylan Thompson, das Universidades de Oxford e de Bath, respectivamente, em parceria com a rede de notícias britânica BBC, elaboraram uma análise para testar quatro métodos de redução da gordura abdominal, tanto visceral quanto subcutânea.

As 35 pessoas avaliadas tinham acúmulo de gordura na barriga e uma circunferência abdominal que indicava risco de diabetes e doenças cardíacas. Todos passaram por exames minuciosos, além de pesagem.

Os participantes da análise foram divididos em grupos, cada um deles submetido a um método diferente:

  1. Um grupo usou aparelhos para monitorar o grau de atividade diário e foi aconselhado a ser mais ativo. Não foi feita nenhuma recomendação para que eles mudassem a alimentação;
  2. O segundo grupo deveria fazer abdominais – duas sessões de seis séries, em dias intercalados, durante seis meses;
  3. Os participantes do terceiro grupo deveriam tomar um litro de leite por dia. Segundo os realizadores do projeto, essa dica comum na internet já foi sugerida por pesquisas prévias, que disseram que os laticínios aumentam a eliminação de gordura corporal através das fezes;
  4. Os integrantes do último grupo não deveria mudar o tipo de comida que normalmente comiam, mas deveriam diminuir o tamanho de suas porções, usando os dedos e os punhos como medida.

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Resultados

O grupo 1, que comeu normalmente, mas fez mudanças para ser mais ativo, não perdeu gordura, mas teve diminuição da pressão arterial.

O grupo 2, que fez abdominais, não eliminou peso, mas perdeu 2 cm de cintura em consequência do fortalecimento dos músculos abdominais, que passaram a sustentar melhor a gordura, como uma cinta modeladora.

Os participantes do grupo 3, que tomaram leite, não tiveram nenhuma alteração de peso, saúde ou quantidade de gordura. Apesar de consumirem calorias extras provenientes do leite, eles não engordaram.

Já o grupo 4, que reduziu as porções, foi o que mais perdeu peso. Durante as seis semanas, cada integrante perdeu, em média, 3,7 kg, 5 cm de cintura, 5% de gordura corporal total e 14% de gordura visceral.

Fonte: Bolsa de Mulher