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Na hora em que o desejo sexual vem à tona, é difícil separar uma coisa da outra e saber que tipo de excitação você está sentindo. Mas depois, com calma, vale a pena reavaliar a relação sexual e notar se ela está sendo integral, ou seja, composta por uma parte subjetiva e outra objetiva. Ambas são muito importantes para que o sexo te satisfaça. A seguir, explicamos o que é cada uma e como garantir que elas funcionem perfeitamente.

Tipos de excitação

Excitação objetiva

A psiquiatra Carmita Abdo, coordenadora do Programa de Estudos em Sexualidade da USP (ProSex), explica que a excitação objetiva é a manifestação física da excitação. No homem, a excitação objetiva tem como principal componente a ereção, acompanhada também por elevação da frequência cardíaca, da frequência respiratória e da pressão arterial.

Já nas mulheres, o principal marcador da excitação objetiva é a lubrificação da vagina, muito importante para que a penetração não seja dolorosa nem cause machucados, além do entumecimento do clitóris.

Excitação subjetiva

A excitação subjetiva é o componente psíquico, a consciência da sensação de estar excitada. Tanto no homem quanto na mulher, ela é a “vontade de fazer sexo”.

Como ter prazer com os dois tipos de excitação?

Para que o sexo seja satisfatório para a mulher, é preciso que ela tenha tanto a excitação objetiva quanto a subjetiva.

Só há excitação subjetiva

Os casos em que a excitação objetiva está ausente, ou seja, em que a mulher sente o desejo sexual, mas não tem a lubrificação necessária para o ato, são comuns em mulheres que passaram pela menopausa e não fazem nenhum tipo de reposição hormonal.

Solução

Há tratamento para situações assim, além da reposição hormonal, que precisa ser recomendado pelo médico. Existem pomadas à base de hormônio que ajudam a restaurar a lubrificação e hidratantes específicos para a vagina. Lubrificantes à base de água também podem ajudar a deixar a relação sexual mais prazerosa.

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Só há excitação objetiva

Existem também situações em que a excitação objetiva está presente e a excitação subjetiva está ausente. Nesse caso, a lubrificação acontece, mas a mulher não está focada na relação sexual, está distraída, pensando em outras coisas.

Solução

Para resolver esse quadro, é preciso analisar quais fatores estão causando preocupação a ponto de ser difícil focar no sexo ou ainda quais são os motivos da falta de vontade de transar. Pode ser, por exemplo, uma diminuição da atração pelo parceiro.

Os dois tipos de excitação também podem se influenciar de outra maneira: a ausência de uma excitação subjetiva pode impedir a chegada à excitação objetiva e a ausência de excitação objetiva pode frustrar os desejos da excitação subjetiva.

Fonte: Bolsa de Mulher