Juliana Paes encantou seus fãs ao postar um vídeo do filho Antônio, de 5 anos. Embora seja fofo, o motivo do diálogo entre mãe e filho é complexo e faz parte da rotina de educação de qualquer criança.

Depois de jogar um boneco pela janela, Antônio foi reprendido pela mãe e, como reação, a chamou de idiota. Por isso, foi colocado de castigo.

Vídeo de Juliana Paes dando bronca em filho 

No vídeo, a atriz mostrou o momento em que conversou com o pequeno. “Você sabe por que você está de castigo?”, ela pergunta. Ele, imediatamente, respondeu que sim e, em seguida, prometeu que não vai mais jogar o boneco.

Juliana ainda questionou sobre o xingamento. “O que mais você fez de errado? Você xingou a mamãe do que?”, perguntou. Antônio respondeu que foi de idiota e ainda disse que nunca mais vai fazer isso.

No fim, um beijo e um abraço entre os dois colocou fim ao castigo.

O vídeo foi postado pela atriz em seu Instagram com a legenda “Desafio vocês a não dar risada”.

O desfecho da situação foi positivo e Antônio, ao que tudo indica, aprendeu a lição. A situação vivida pela atriz é corriqueira para mães e cuidadores, que constantemente se veem frente à necessidade de disciplinar os pequenos. Mas, o castigo é o caminho certo? Como passar os valores éticos e morais de forma efetiva sem prejudicar o desenvolvimento das crianças?

É certo deixar o filho de castigo? 

Para a psicóloga Elizabeth Monteiro, autora do livro “Criando filhos em tempos difíceis – atitudes e brincadeiras para uma infância feliz”, primeiro os pais ou cuidadores precisam dissociar a raiva que eles sentem da necessidade de ensinar que determinada atitude foi errada. Isto porque, como explica, muitas vezes o castigo é aplicado mais como um tempo de descanso ou escape para os pais do que uma forma eficaz de educação.

Crianças pequenas 

Para atingir o objetivo real da educação, que deve ser a mudança de conduta perante situações semelhantes, a especialista diz que é essencial saber a origem do erro. Muitas vezes, as crianças pequenas – em média até os cinco anos – ainda não entendem o valor moral das regras e não sabem a diferença entre o certo e o errado. Por isso, nesses casos, colocar de castigo para que elas repensem a conduta, por exemplo, é ineficiente.

Como alternativa, a profissional apresenta a possibilidade de mudar o foco da criança. Se ela estiver subindo uma janela, por exemplo, ao invés de ameaçar e dizer que ela vai cair ou apanhar, vale mais a pena tirá-la aquele lugar e apresentar outras atividades permitidas e que chamem sua atenção.

Filhos mais velhos 

Já para os mais velhos, mesmo quando eles já sabem que determinada atitude é errada e ainda a praticam, a causa pode estar relacionada à necessidade de chamar atenção ou testar os pais ou cuidadores para saber qual é o limite daquela relação.

Nesse caso, a saída é o diálogo, pois apenas uma conversa é capaz de reorganizar os pensamentos, estimular a reflexão sobre determinada atitude e ainda permitir que os responsáveis captem o que está causando aquele comportamento inadequado.

Como deixar um filho de castigo sem prejudicar seu desenvolvimento 

Elizabeth ainda acrescenta que, mesmo quando os pais sentem necessidade de deixar de castigo ou mostrar efetivamente alguma consequência, é importante que o erro e a punição tenham relação. Se o filho foi mal na prova porque não estudou para ficar no videogame, faz sentido suspender os jogos por algum intervalo. Mas, ele se rabiscou a parede, não tem por que ficar sem assistir televisão, exemplifica.

Fonte: Bolsa de Mulher