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A adoção de uma criança é um processo longo e complexo que pode ter diferentes resultados, alguns deles frustrantes. Para um casal homossexual, o caminho a ser percorrido pode ser ainda mais árduo, uma vez que recai sobre ele o preconceito de uma sociedade em evolução e, consequentemente, a dúvida acerca da criação da criança. Pensando nisso, um grupo internacional de cientistas investigou aspectos do desenvolvimento infantil e da convivência familiar em diferentes formatações de família. Veja a seguir o que a comparação mostrou.

Filhos de casais gays são diferentes? 

Pesquisadores das Universidades da Califórnia, de Amsterdã e de Columbia usaram informações colhidas entre os anos de 2011 e 2012 pela Pesquisa Nacional de Saúde Infantil, realizada nos Estados Unidos, para avaliar diferentes aspectos do desenvolvimento infantil e da convivência familiar.

Eles avaliaram 95 mães lésbicas e 95 pais e mães que formavam casais heterossexuais e seus filhos, todos eles com idade entre 6 e 17 anos. Foram analisadas características dos pais e dos filhos, como idade e nível de educação.

Resultados

Os achados mostraram que não há diferença entre filhos de casais homo e heterossexuais em termos de dificuldades emocionais, cópia e assimilação de comportamentos.

Apesar disso, os pesquisadores descobriram que casais de gêneros opostos costumam ser menos estressados que casais do mesmo sexo. Isso aconteceria porque algumas mães lésbicas tendem a se sentir pressionadas a fornecer uma educação de alto nível por causa de sua orientação sexual, comumente julgada.

Adoção por casais gays 

No Brasil, a adoção de crianças por casais gays foi facilitada pela resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) de maio de 2013, que determina que as autoridades competentes não podem recusar-se a fazer a celebração de casamento civil ou de conversão de união estável em casamento entre pessoas de mesmo sexo. Atualmente, gays enfrentam o mesmo processo de adoção que casais heterossexuais.

Fonte: Bolsa de Mulher