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Muitas mães preferem a surpresa de descobrir o sexo da criança apenas na hora do parto. Mas existe uma razão científica para saber antes se o bebê será menina ou menino. De acordo com um novo estudo, a gestação de fetos do sexo masculino enfrenta três riscos aumentados, que podem ser diminuídos com o cuidado adequado.

Gestação de menino: quais são os riscos?

O estudo em questão, realizado pela Universidade de Adelaide, na Austrália, e pela Universidade de Groningen, na Holanda, analisou informações de mais de 570 mil partos em busca de relações entre o sexo do bebê e efeitos adversos tanto para a mãe quanto para a criança.

Prematuridade

Os resultados mostraram que meninos têm mais chances de nascer prematuros:

– A chance é 27% maior de nascer entre 20 e 24 semanas;

– 24% maior de nascer entre 30 e 33 semanas;

– 17% maior de nascer entre 34 e 36 semanas.

Diabetes gestacional

O estudo também mostrou chances 4% maiores de a mãe ter diabetes gestacional.

Pré-eclâmpsia

Além disso, há 7,5% mais chances de a mulher ter pré-eclâmpsia, que é o aumento da pressão arterial durante a gestação.

Riscos evitáveis

Tanto o diabetes gestacional quanto a pré-eclâmpsia podem ter os riscos minimizados com adequado acompanhamento durante a gestação e cuidados adequados de alimentação e atividade física.

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Por que o risco é maior?

Apesar de não se saber exatamente por que o gênero do bebê influencia tanto na possibilidade de intercorrências, os autores do estudo sugerem que os fetos do sexo feminino e masculino alteram a placenta de maneiras diferentes.

Um estudo anterior fez a mesma relação depois de descobrir que genes da placenta relacionados à manutenção da gravidez e à tolerância imunológica da mãe eram mais expressivos em fetos do sexo feminino.

Fonte: Bolsa de Mulher