Grávida de sete meses de uma menina, a cantora Pitty revelou por que precisou ficar de repouso desde o início da gestação, o que, inclusive, fez com que ela cancelasse sua agenda de shows. À revista TPM, a roqueira contou que descobriu ter o colo do útero curto, nome mais simples para a insuficiência (ou incompetência) istmo-cervical. Conversamos com um ginecologista que detalhou como essa ocorrência pode colocar a gravidez em risco, quais são os cuidados e as possíveis causas.

Repouso de Pitty na gravidez: motivo

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Pitty precisou parar de trabalhar no quarto mês de gravidez. Na ocasião, ela emitiu uma nota oficial em seu site sobre o assunto, mas não detalhou quais eram os motivos que a fizeram ficar em casa, longe da agitação de shows, viagens e compromissos profissionais. Em gestações sem risco, a mãe geralmente pode trabalhar até poucos dias antes do parto.

Em entrevista à revista TPM, entretanto, ela contou que o colo do útero curto foi a principal razão para que parasse de trabalhar. A complicação é identificada por meio de ultrassom – como explica o ginecologista e obstetra Maurício Luiz Peixoto Sobral, do Hospital Vila Nova Cachoeirinha, de São Paulo. Entenda mais.

Colo do útero curto: o que é

É pelo colo do útero que o bebê nasce no parto vaginal; também é por ele que desce o sangue proveniente da menstruação e entram os espermatozoides. É considerado normal quando tem 2,5 centímetros de comprimento ou mais.

“O colo do útero é considerado curto quando é menor que 2,5 centímetros e só pode ser identificado na gravidez, geralmente a partir do segundo trimestre”, explica o médico. “Ou seja, a mulher não consegue saber se tem o colo do útero curto antes de estar grávida”.

A principal complicação deste encurtamento é que o colo do útero se dilata com o peso do bebê – enquanto que, em uma gravidez normal, ele permanece firme até as últimas semanas. Por esta razão, a mulher precisa de repouso, pois esta é uma das causas do trabalho de parto prematuro e de aborto tardio. Nestes casos, também é indicado um tratamento para inibir o trabalho de parto.

De acordo com o obstetra, o fato de a cantora ter passado por um aborto espontâneo há oito anos pode ter contribuído para esse quadro na segunda gravidez. Isto porque o procedimento de curetagem – que tem como objetivo raspar a cavidade uterina para retirar restos placentários decorrentes de um aborto – pode “dilatar muito o colo, causando insuficiência”.

Cirurgia de cerclagem

O médico destaca que, identificada a doença, é possível realizar um procedimento cirúrgico – chamado cerclagem – em que o colo do útero é “amarrado” para segurar o feto até seu completo desenvolvimento na gestação.

“A cirurgia pode ser feita no período em que é descoberto o colo do útero curto”, ressalta o ginecologista e obstetra. “Não haverá nenhuma complicação para o parto, pois os pontos se rompem na hora de o bebê nascer”. A realização deste procedimento deve ser avaliada pelo ginecologista.

Fonte: Bolsa de Mulher