Desde a gravidez, Deborah Secco não hesitou em compartilhar momentos íntimos com os fãs através das redes sociais. Maria Flor nasceu em dezembro de 2015 e hoje, com seis meses, tem muitos dos seus avanços registrados no Instagram da mamãe coruja. Em recente entrevista ao site do jornal O Globo, a atriz foi questionada sobre a exposição da filha nas redes e disse que não tem medo do que as pessoas acham do seu hábito.

“Eu me vejo como uma pessoa comum, e ajo como uma pessoa comum. Tenho uma filha, morro de orgulho dela, e não vou me privar de viver isso de forma comum e normal. Nenhum momento da vida volta. Temos que ser felizes de verdade. É assim que eu penso. Sendo honesta comigo, sendo feliz. Sem me preocupar com o que acham. Cada um deve viver da forma que o faz feliz”, declarou.

Foto do filho na internet: posso postar?

É fato que a atriz pode – e deve – interagir com seus fãs através das redes sociais da forma que julgar melhor. O que é importante, no entanto, – e não só para ela, mas para qualquer família com um filho pequeno e que tenha o hábito de postar foto na internet – é tomar cuidado com algumas informações e detalhes da imagem que, despercebidamente, podem se tornar uma armadilha para a segurança de todos.

Riscos

De acordo com pesquisa TIC Kids Online Brasil 2014, realizada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (http://Cetic.br), 68% dos pais consideram que há pouca ou nenhuma chance de um filho passar por situação de risco na internet; e 95% das mães postaram fotos dos filhos nas redes sociais antes que eles completassem um ano.

Entre os riscos, além da superexposição das crianças, que futuramente podem se sentir constrangidas com os registros, os especialistas em segurança na internet listam sequestros, roubos e disponibilização de fotos em sites de pedofilia.

Como postar fotos de crianças de forma segura

  • Para continuar registrando os momentos fofinhos dos pequenos nas redes, mas garantir a segurança da família, alguns cuidados devem ser tomados.
  • O primeiro deles é decidir quais grupos podem ter acesso àquelas fotos. No Facebook, através da ferramenta “configurações” é possível determinar quem pode ver suas fotos. Em alguns casos vale criar um grupo de amigos e familiares seguro. Já no Instagram, uma medida é fechar a conta e permitir apenas que usuários conhecidos possam se tornar seguidores e ter acesso às imagens.
  • Depois, é essencial desativar os registros de localização para que ninguém saiba onde a família está ou mora. Quase todas as redes possuem a ferramenta que registram a localização aproximada de onde a foto foi publicada.
  • Outra dica é não dar detalhes da rotina das crianças e da família em geral, evitando publicar os horários em que elas vão à escola ou ao inglês, por exemplo.
  • Fotos que identificam lugares, carros e escolas jamais devem ser publicadas. Isto porque elas permitem que as pessoas, má intencionadas ou não, saibam onde a família aparece com frequência.
  • Bens valiosos da família como carros, joias ou itens tecnológicos também devem estar longe das fotos.
  • Imagens em que os pequenos aparecem tomando banho ou sem roupinha são contraindicadas, pois evita que este material caia em sites de pedofilia.
  • Por fim, o ideal é que a qualidade das imagens seja sempre baixa para evitar manipulações e reprodução.

Fonte: Bolsa de Mulher