Sabe-se que, para as mulheres, chegar ao orgasmo é bem mais difícil que para os homens. Mas engana-se quem pensa que só elas sentem inseguranças nesse campo: todos nós temos um ponto fraco quando se trata de autoconfiança no sexo.

A pesquisa Mosaico 2.0, liderada pela psiquiatra Carmita Abdo, do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, em parceria com a farmacêutica Pfizer, perguntou para 1.530 homens quais são seus principais medos na cama. Veja a seguir o que eles responderam.

Maiores medos dos homens durante o sexo

Não satisfazer sexualmente a parceira – 1º

O receio de a mulher não terminar a relação sexual satisfeita é o medo de 55% dos homens, o equivalente a 841 deles.

A psiquiatra Carmita Abdo explica que, para o homem, a satisfação sexual está mais relacionada à aptidão para desenvolver o ciclo que começa na excitação sexual, passa pela ereção, e chega ao orgasmo e à ejaculação. Já para a mulher, o prazer contempla muitos outros fatores, como a intimidade emocional, e, por isso, pode ser mais complicado e um verdadeiro mistério para os homens.

Pegar uma DST – 2º

Pouco mais de 730 homens (48%) disse que seu maior medo é contrair uma doença sexualmente transmissível durante o sexo. Esse receio faz muito sentido, pois, ainda de acordo com a pesquisa, 34% (520) disse não usar camisinha nunca, 8% (122) confessou usar raramente e 27% (413) afirmou usar eventualmente.

Perder a ereção – 3º

Esse é o medo de 47% dos homens e não à toa: mais de um terço dos homens que responderam à pesquisa disseram que têmdificuldades para ter e manter uma ereção. Entre os brasileiros, esse problema é mais incidente naqueles que moram na região metropolitana do Distrito Federal (39%) e menor nos que moram em Salvador (23,9%).

A psiquiatra explica que, caso o homem não tenha ereção, para ele não houve uma relação sexual, independente de todos os outros aspectos que compõem o sexo, por isso, a preocupação muito grande. Além disso, ela conta que essa dificuldade não é uma disfunção apenas sexual: ela pode ser um alerta para problemas maiores de saúde, como alterações cardíacas, que, quanto antes detectadas, menores danos causam.

Ejacular muito rápido – 4º

Cerca de 640 homens (42%) disseram que têm medo de gozar muito rapidamente, antes da parceira. No total, a dificuldade emcontrolar a ejaculação, considerada uma das principais dificuldades sexuais deles, atinge 45% dos homens que responderam àpesquisa.

Não sentir tesão pela parceira – 5º

Não sentir excitação sexual pelo parceiro é um receio de 27% dos homens, cerca de 413 deles, e pode remeter também à disfunção erétil, mas também à questões implícitas ao relacionamento.

Não conseguir “dar mais uma” – 6º

Essa é a insegurança de 356 (23,3%) dos homens. Ainda de acordo com a pesquisa Mosaico 2.0, os homens e mulheres brasileiros costumam ter dois atos sexuais por encontro e a maioria precisa de um intervalo de 15 minutos a uma hora entre eles.

Gravidez – 7º

A gravidez não planejada é o medo de 17,7% (270) dos homens. Mais uma vez, essa é uma insegurança justificada, uma vez que 69% dos homens não se compromete a usar camisinha em toda relação sexual.

Não conseguir gozar – 8º

Não chegar ao orgasmo é medo de 15,7% dos homens, o equivalente a 240 deles, um número bem inferior à quantidade de homens que receia não satisfazer sexualmente a parceira: 55% ou 841 homens.

Não ser aceito pela parceira – 9º

Pouco mais de 210 homens (14%) têm medo de que a mulher não os aceite na cama. Entra nesse aspecto a ansiedade de desempenho sexual, que é o receio de ser rejeitado pela parceira durante a transa. De qualquer maneira, lembre-se que o sexo deve ser consentido, caso contrário, ele será um estupro.

Não saber fazer alguma coisa – 10º

Não saber estimular o clitóris, a vulva e a vagina, não gerar prazer com o sexo oral ou até mesmo não saber beijar fazem parte das inseguranças de 8,8% (134) dos homens.

Homens que não têm nenhum medo

Um número grande de homens (16,4%) disse não ter nenhum medo durante o sexo. A porcentagem equivale a cerca de 250 homens,que dizem estarem completamente seguros durante a transa.

Fonte: Bolsa de Mulher