O que torna uma relação sexual satisfatória? A verdade é que a resposta não é tão simples quanto a pergunta, uma vez que vários fatores se somam para que a transa seja boa. Mas um recente levantamento elencou 8 desses possíveis influenciadores e descobriu quais são os mais importantes para homens e mulheres.

Uma pesquisa conduzida pela psiquiatra Carmita Abdo, do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, perguntou a mais de 3 mil pessoas com idade entre 18 e 70 anos sobre diferentes aspectos de suas sexualidades. Entre eles, quais são os fatores que fazem uma relação sexual ser boa ou não.

Em uma lista com oito itens, eles deveriam responder à pergunta “O que significa para você bom desempenho sexual?” As diferenças são sutis, mas significativas.

Para mulheres

1o Intimidade entre os parceiros sexuais – 56,7%

2o Afeto no relacionamento – 49,8%

3o Conseguir orgasmo – 37,6%

4o Criatividade na relação sexual – 27%

5o Tempo dedicado à relação – 26,3%

6o Frequência com que faz sexo – 11,2%

7o Qualidade da ereção – 9,6%

8o Quantidade de atos sexuais por encontro – 4,6%

Para homens 

1o Intimidade entre os parceiros sexuais – 43,1%

2o Afeto no relacionamento – 40,3%

3o Tempo dedicado à relação – 38,6%

4o Conseguir orgasmo – 38,5%

5o Criatividade na relação sexual – 24 %

6o Qualidade da ereção – 21,4%

7o Frequência com que faz sexo – 20,7%

8o Quantidade de atos sexuais por encontro – 8,8%

Diferenças entre homens e mulheres 

A pesquisa mostrou também que as mulheres teriam uma expectativa maior do que os homens em relação ao sexo. “É próprio da mulher, apesar de todas as mudanças e da liberdade sexual, esperar mais da relação que o homem”, explica a pesquisadora Carmita Abdo. “Se o homem conseguir obter o ciclo de desejo, excitação, ereção e orgasmo com ejaculação controlada, e resolução, ele fica mais satisfeito”. O ciclo para a mulher é diferente, envolve discussão e intimidade emocional como etapas importantes.

Outro achado mostra que a ereção é um aspecto muito mais relevante para os homens do que para as mulheres. De acordo com o urologista João Afif Abdo, vice-presidente da Sociedade Latino-Americana de Medicina Sexual, isso acontece porque o homem, quando tem uma disfunção mais leve, ainda consegue realizar a penetração sem maiores dificuldades, mas já sente a diferença, imperceptível nesse momento para a mulher.

Fonte: Bolsa de Mulher