Em alguns casos, o trabalho de parto pode ser prolongado, exigindo da mãe mais esforço, tanto físico quanto mental. No caso da inglesa Catherine Dell, as 38 horas que o processo levou serviram não apenas para dar à luz Jessica, mas para descobrir, e tratar a tempo, uma grave doença.

O parto 

“Foi agonizante, exaustivo e estressante”: era assim que a detetive Catherine Dell estava se sentindo depois de 38 horas de trabalho de parto e, por fim, passar por uma cesariana de emergência. Infelizmente, todo o desgaste físico e mental ainda não estava acabado.

Em entrevista ao jornal inglês Mirror, Catherine relatou seu medo ao, apenas algumas horas depois de dar à luz Jessica, ter uma forte convulsão.

O episódio fez os médicos desconfiarem de uma doença mais séria e, ainda com um bebê recém-nascido, Catherine foi submetida a uma bateria de testes e exames para detectar se havia algo de errado em seu corpo.

Descoberta da doença 

Toda a investigação mostrou que havia um tumor de 4 cm – tamanho aproximado de uma bola de golfe – na porção frontal anterior de seu cérebro.

Segundo os médicos, foi o esforço do trabalho de parto que fez com que a tolerância de seu corpo ao tumor diminuísse, fator desencadeante da convulsão.

Para Catherine, foi a filha quem salvou sua vida. “Eu não tinha sintoma algum, nenhuma dor de cabeça ou problema de visão. Eu nunca teria descoberto [o tumor]”, disse a mãe ao jornal. “Se meu tumor não tivesse sido detectado, provavelmente continuaria crescendo até atingir uma dimensão muito maior e, nesse estágio, já seria tarde demais.”

Tratamento 

Dois meses depois, Catherine passou por uma cirurgia para retirada do tumor, identificado como sendo do tipo ganglioglioma, e que, à análise, mostrou-se benigno.

O principal efeito colateral decorrente das lesões são as convulsões, com as quais aprendeu a lidar. Hoje ela voltou a trabalhar, correu uma maratona e angaria doações para a pesquisa médica de tumores cerebrais e para dar apoio a quem tem a doença.

Fonte: Bolsa de Mulher