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As mulheres são ensinadas que orgasmo “de verdade”, em uma relação heterossexual, é aquele atingido durante a penetração e, como em um momento mágico, junto com o parceiro. A maioria de nós, entretanto, só consegue chegar ao orgasmo nas preliminares. Por que isso acontece?

De acordo com a sexóloga e terapeuta Carla Cecarello, um fator determinante faz uma baita diferença nesse resultado: a carícia externa é muito mais “potente” do que o sexo vaginal (que, só para constar, é uma estimulação muito mais direta para eles do que para a gente).

Segundo Carla Cecarello explicou em participação no Facebook Live do Bolsa de Mulher, de maneira geral, a estimulação do clitóris, órgão projetado exclusivamente para o prazer e que tem 8 mil terminações nervosas, é sempre mais intensa durante as preliminares.

Isto porque, neste momento da relação, o órgão recebe toque direto – seja pelo contato dos dedos, língua ou outras partes do corpo do parceiro.

Na penetração, o que ocorre é uma estimulação indireta do clitóris. Vale lembrar que o órgão tem, em média, 9 centímetros, mas a parte externa é apenas uma porção do seu tamanho. Sendo assim, a maior parte fica “escondida” dentro do corpo da mulher, logo acima do canal vaginal.

“É um contato indireto porque existem duas barreiras, músculo e mucosa, entre o pênis e a parte do clitóris que é mais interna”, explica Carla.

“A gente aprende que orgasmo legítimo acontece na penetração. Mas, muito provavelmente, a mulher se sente mais estimulada no clitóris e na parte da vagina durante as preliminares, sem a penetração”, comenta.

Não ter orgasmo na penetração é normal?  

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Não ter orgasmo na penetração é mais normal do que pensamos

A sexóloga confirma que é supernormal chegar ao clímax apenas durante as preliminares.

“Não tem nada de errado. Brinque desse jeito com ele: uma hora ele estimula você, em outro momento, acontece a penetração, para ele também ter orgasmo”.

Fonte: Bolsa de Mulher