Considerados inofensivos por muitas pessoas, os analgésicos costumam estar presentes nos lares e bolsas de muitas mulheres e, não raro, são administrados livremente, sem qualquer orientação de um profissional da saúde. A automedicação é um hábito nocivo e que deve ser evitado, especialmente por mulheres grávidas, que precisam de atenção especial na hora de usar qualquer medicamento.

Um dos mais populares tipos de analgésico, o paracetamol pode causar danos ao feto quando ingerido indiscriminadamente, segundo um estudo publicado pelo “Scientific Reports”. De acordo com a pesquisa, o medicamento usado por gestantes pode aumentar os riscos de desordens do desenvolvimento neurológico e do tipo de TDAH em crianças.

Para testar os efeitos potenciais dos analgésicos, os autores do estudo realizaram experimentos com ratas grávidas que receberam paracetamol durante nove dias. O resultado foi impressionante: não só os analgésicos afetam descendentes de uma mãe, como também provocou impacto na geração posterior de ratos.

Segundo os estudiosos, houve efeitos “modestos, mas prejudiciais” sobre os animais, com fêmeas apresentando redução no tamanho do ovário e alteração da função reprodutiva, além de afetar o desenvolvimento de células germinativas, ou seja, que dão origem a óvulos e espermatozoides, enquanto o feto ainda está no útero.

Como todo estudo realizado com animais, é difícil dizer como estes resultados podem ser traduzidos e considerados em seres humanos. Os ratos e os seres humanos têm sistemas reprodutivos semelhantes, mas ainda existem limitações. O alerta, no entanto, é importante para reconhecer a importância de evitar o uso de remédios sem indicação de um médico.

Fonte: Bolsa de Mulher