Chris Jackson / Getty Images

Prestes a completar três anos, príncipe George participou de um evento oficial da família real recentemente e a aparição foi marcada por uma característica típica de criança: o choro. A imprensa internacional especula que o pequeno esteja passando pela fase conhecida no Brasil como a “adolescência do bebê” – ou “terrible twos” (terríveis 2 anos), em inglês.

Reação do bebê George

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Como o herdeiro da família real sempre aparece muito quieto e comportado, um momento de choro do pequeno chamou atenção da imprensa que cobria o evento. Ao se assustar com o barulho dos aviões, ele só se acalmou depois que a mãe o pegou no colo e deu-lhe um protetor de ouvidos. Depois, durante toda a apresentação, George ficou impressionado com os helicópteros que seu pai lhe mostrou.

De acordo com tabloide britânico Daily Mail, o príncipe pode estar vivendo uma fase denominada de “terrible twos”- ou a “adolescência do bebê”, como a fase é conhecida no Brasil.

O que são os “terrible twos” dos bebês?

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Conhecido no Brasil também como “os terríveis 2 anos”, a fase é marcada por um momento onde o cérebro do bebê não está familiarizado com suas novas vivências e descobertas. Ou seja, aquele ser que até agora se sentia parte da mãe e do pai, agora se enxerga como um indivíduo e luta para entender suas escolhas e desejos e conquistar seu espaço, mostrando suas vontades a qualquer custo.

Mas, esse momento não é simples e causa uma série de confusões. Para provar que ela é capaz de tomar suas próprias decisões, por exemplo, uma criança muitas vezes reage negativamente às regras da casa ou às ordens dos pais.

Quais são os sinais da fase “terrible twos”?

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Comumente notado a partir de um ano e meio até os três anos, a fase tem algumas características específicas, mas que podem aparecer de forma mais intensa ou acentuada a depender da criança.

As principais delas são gritos, choros e agressividade até então não observada e, especialmente, a verbalização do não, a seletividade alimentar e a oposição quando contrariado.

Como superar a “adolescência do bebê” sem traumas?

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De acordo com psicólogos e neuropediatras, essa é uma desorganização neurológica temporária. Ou seja, a atitude dos pequenos tem causa e é fisiológica – não é “birra sem motivo” ou “frescura consciente”. É exatamente por isso que, acima de tudo, os pais precisam se dispor a acolher e ajudar a criança naquele momento a desfazer a confusão mental pela qual ela está passando.

Para isso, é preciso muita paciência para conseguir dialogar e mostrar que existem outras formas de a criança se tornar um indivíduo e expressar suas vontades e opiniões.

Entre as principais atitudes para obter o êxito, os profissionais listam:

Mantenha a calma durante as crises

A birra, a crise de choro e a agressividade são formas ainda não canalizadas e imaturas de os pequenos se expressarem. Então, neste momento, não tente conversar ou explicar nada. O ideal é apenas oferecer acolhimento, seja através de um abraço ou de um colo, para mostrar que ele não está sozinho nesse momento de confusão.

Mantenha a firmeza

No entanto, exatamente para que a criança aprenda que nem tudo acontece na hora e da forma como ela quer, é muito importante colocar limites. De acordo com a psicóloga Elizabeth Monteiro, autora do livro “Criando filhos em tempos difíceis – Atitudes e brincadeiras para uma infância feliz”, durante a crises de choro ou birra, é importante manter-se firme e ignorar a cena, esperando o melhor momento para aplicar medidas educativas, como o diálogo.

Mude o foco

Caso seja possível, mude o foco da criança. Se ela está chorando porque não quer fazer determinada atividade, vale deixar a tentativa para mais tarde e distraí-la com o barulho de um animal, por exemplo. Kate Middleton e o Príncipe William fizeram exatamente isso com o pequeno George ao pegá-lo no colo e mostrar as outras aeronaves.

Dialogue

Depois que a crise cessar, então os pais podem optar pelo diálogo, que muitas vezes terá que ser repetido até que fique claro para as crianças.

Enxergue a partir da ótica da criança

Mas, para ter essa atitude, é preciso muita paciência. Para conseguir, a orientação é que os adultos se coloquem no lugar das crianças e olhe o mundo pela ótica delas, de um ser que está vivendo há pouquíssimo tempo e ainda está aprendendo a lidar com suas descobertas e emoções. Não é por mal, é imaturidade.

Forme um adulto maduro emocionalmente

Por fim, além da capacidade de se manter calmo nessas situações, é preciso evitar atitudes agressivas, tanto durante o quadro, como depois, no diálogo. Isto porque essa fase diz muito sobre a formação da maturidade emocional do indivíduo na vida adulta. Se tratada com agressividade, ameaças ou indiferença, essa criança pode absorver essas reações e aprender que, quando grande, é assim que deverá resolver situações de conflito ou dificuldade.

Fonte: Bolsa de Mulher