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Esse ano, o tipo de vírus da gripe que mais circulará no Brasil será provavelmente o H1N1, uma cepa que deixou as pessoas muito doentes nos anos de 2009, 2010 e 2013. Para agora espera-se um fator novo: ele atingirá com mais gravidade um grupo de pessoas diferente do usual.

Grupos de risco para H1N1 

A pediatra Lucia Bricks, diretora médica da Sanofi Pasteur para América Latina, explica que a maioria das pessoas que estão desenvolvendo sintomas graves e morrendo em consequência da contaminação pelo H1N1 são os jovens. Em vez dos idosos, tradicionalmente mais atingidos pela doença, os indivíduos de 5 a 49 estão morrendo mais de H1N1.

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A gripe H1N1 afetará principalmente pessoas jovens com menos de 49 anos

De acordo com a especialista, entre os jovens que estão ficando doentes, 70% são pessoas que têm comorbidades, que são doenças prévias.

Doenças que agravam H1N1 

  • Gestação e parto ou aborto há menos de duas semanas;
  • Doenças pulmonares;
  • Doenças cardiovasculares, exceto hipertensão;
  • Doenças renais;
  • Doenças do fígado;
  • Doenças do sangue, incluindo anemia falciforme;
  • Distúrbios metabólicos como a diabetes;
  • Transtornos neurológicos que aumentem as chances de engasgo e aspiração, como paralisia cerebral e AVC;
  • Imunossupressão por medicação ou HIV;
  • Obesidade;
  • Jovens com menos de 19 anos que tomam ácido acetilsalicílico;
  • Mais de 60 anos;
  • Menos de 2 anos;
  • População indígena.

Tratamento 

De acordo com a especialista, quem estiver no grupo de risco e sentir os sintomas de gripe deve procurar imediatamente um serviço médico para receber antivirais, antes mesmo de receber o diagnóstico da doença.
Essa orientação se deve à rápida evolução da doença que, em poucos dias, é capaz de causar sérios danos à saúde. 

Fonte: Bolsa de Mulher