A gripe H1N1 chegou mais forte e mais cedo esse ano, levando milhares de pessoas às clínicas de imunização e aos postos de saúde. Mas, não à toa, existem alguns indivíduos que recebem prioridade na hora de se vacinar. De maneira geral, são pessoas que têm acometimentos prévios e, portanto, mais chances de ficar gravemente doentes em decorrência da contaminação por H1N1 – e duas dessas doenças mostraram uma forte relação com o risco de morte.

Mortes por H1N1: fatores que facilitam

De acordo com o último boletim epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde, dentre as 115 mortes por gripe que ocorreram no país, 102 foram causadas pela cepa H1N1. Os dados correspondem às informações colhidas até a semana epidemiológica 13, que corresponde ao final do mês de março.

Diabetes e doenças cardíacas

O que mais chamou atenção nos dados foi a associação de morte com duas doenças prévias de alguns dos pacientes.

De acordo com os achados do Governo, 37 pessoas que morreram tinham diabetes e/ou doença cardíaca, o que corresponde a 30% do total.

Outros fatores que aumentam o risco de morte 

No total, 84 dos óbitos tinham algum fator de risco. Os mais predominantes foram idade superior a 60 anos (27% das mortes), obesidade (13%) e doença pulmonar crônica (9%). Há também registro de óbitos de pessoas com doença neurológica, de fígado ou rins, gestantes, crianças e mulheres até 42 dias após o parto.

Grupos de risco 

Além dos grupos anteriormente citados, pessoas com os seguintes acometimentos devem redobrar o cuidado:

  • Aborto há menos de duas semanas;
  • Doenças do sangue, incluindo anemia falciforme;
  • Jovens com menos de 19 anos que tomam ácido acetilsalicílico;
  • Menos de 2 anos;
  • População indígena.

Fonte: Bolsa de Mulher