A apresentadora Sabrina Parlatore revelou no programa de rádio “Morning Show”, da Jovem Pan, que descobriu um câncer de mama no início de 2015. Na época, ela optou por manter a doença em segredo, mas agora, curada, ela decidiu contar sua história.

Câncer de Sabrina Parlatore: descoberta da doença 

Em entrevista ao programa, Sabrina, que hoje está com 41 anos, contou que foi diagnosticada com o câncer de mama no início de 2015. A descoberta da doença veio depois que ela descobriu um caroço no seio por acaso, enquanto assistia televisão em casa.

Sabrina contou que sempre fez exames preventivos e que o nódulo apareceu de repente, de um ano para o outro.

Assista ao vídeo:

Como descobrir câncer de mama no início 

É fundamental desenvolver o hábito de olhar sempre os seios, procurando por mudanças nos mamilos, no volume, “covinhas”, feridas e saída de secreções pelos mamilos. A palpação em busca de nódulos também é importante e o ideal é que ela seja feita depois de findada a menstruação, quando os hormônios já não estão deixando as mamas inchadas e doloridas.

Ir ao mastologista ou ao ginecologista também é importantíssimo e exames como ultrassonografia e mamografia podem ser indicados. No Brasil, o Ministério da Saúde recomenda que a mamografia seja feita prioritariamente por mulheres entre 50 e 69 anos a cada dois anos, o mesmo que a Organização Mundial da Saúde, que reforça que a incidência de câncer mama é muito pequena em mulheres com idade entre 40 e 49 anos.

Já a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) indica a realização da mamografia anualmente em mulheres entre 40 e 49 anos, uma vez que no Brasil a prevalência do câncer de mama entre 40 e 49 é maior do que a norte-americana.

Tratamento e cura 

Após o diagnóstico, Sabrina fez todo o tratamento sem alarde: “No início eu não queria falar, achava que nunca ia revelar isso porque é uma coisa íntima. Mas com o passar do tempo, senti a necessidade e o dever de dividir essa experiência com todas as mulheres”.

O tratamento foi feito com diversas sessões de radioterapia e quimioterapia. Durante o processo, Sabrina perdeu cílios, sobrancelhas e apenas 30% do cabelo, graças a um tratamento que resfria o couro cabeludo e impede a queda total dos fios. “Ninguém percebia que eu estava passando por isso. Saíram tufos de cabelo durante o banho. Perdi sobrancelha e cílios. Mas o cabelo estava lá. Passei por isso psicologicamente bem”, contou.

A última sessão de quimio aconteceu em janeiro de 2016 e agora Sabrina está curada. “Eu nunca fiquei com pena de mim. Até os médicos falaram que daria revolta, mas não deu. Isso pode acontecer não só comigo, mas com qualquer pessoa”, concluiu.

Fonte: Bolsa de Mulher