Em países em desenvolvimento, como o Brasil, é comum que as taxas de gravidez na adolescência sejam altas. E o que acontece com essas jovens mães? De acordo com um novo levantamento, realizado pelo Governo do Estado de São Paulo, 20% delas criam os filhos sozinhas.

Criar o filho sozinha 

Enquanto um recente levantamento da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostrou que uma em cada três gestações de mulheres latino-americanas termina em aborto, um estudo realizado pelo Programa Estadual da Saúde de São Paulo apontou que uma em cada cinco mães adolescentes do estado de São Paulo criam seus filhos sem o apoio dos pais da criança.

Eles chegaram a essa conclusão depois de entrevistar 454 mães adolescentes, com idade média de 17,5 anos.

Outros dados importantes descobertos pelo levantamento:

  • 85% têm apenas um filho
  • 12,% têm dois filhos
  • 1,3% têm três filhos
  • 0,4% têm quatro filhos
  • 14% pretendem ter mais filhos
  • 10% dos casais que tiveram filhos juntos ainda vivem juntos
  • O intervalo médio entre os partos é de 2 anos

Evitar gravidez: de quem é a responsabilidade? 

Ainda de acordo com o levantamento feito pelo Programa Estadual de Saúde, 60% das mães adolescentes não usam anticoncepcional ou preservativo durante a relação sexual.

Atualmente, é comum que a prevenção da gravidez recaia sobre a mulher, principalmente porque ela é culturalmente vista como a responsável pela criação dos filhos. Além disso, só a ela existe a possibilidade do uso da pílula anticoncepcional, já que ainda não há um medicamento equivalente para os homens.

No entanto, essa obrigação envolve mais pessoas: no ato, a responsabilidade deve ser 50% de cada um, tanto em relação ao uso da camisinha quanto ao custeio da pílula (no caso de um casal estável que tenha decidido evitar a gravidez).

O Estado também tem a obrigação de educar e orientar sexualmente seus cidadãos, não apenas em questões de planejamento familiar, mas também sobre a prevenção de doenças. Hoje, grande parte da população não faz o correto uso de métodos contraceptivos por falta de informação ou acesso.

Fonte: Bolsa de Mulher