De acordo com a Associação Mundial de Medicina do Sono (WASM, na sigla em inglês), problemas de sono já são uma epidemia global que ameaça a saúde e a qualidade de vida de mais de 45% da população mundial. “Dormir bem é um dos três pilares fundamentais para ter uma boa saúde, ao lado de uma dieta equilibrada e exercício regular”, defende a associação em reportagem compartilhada pela BBC Brasil.

É sabido, através de diversos resultados de pesquisas, que quem tem privação de sono possui risco muito mais alto de ter doenças cardiovasculares, câncer, diabetes e depressão. Porém, outros distúrbios mais sutis podem ser causados por noites em que se dorme pouco e também afetam a sua saúde. Conheça alguns deles:

1. Alimentação pouco saudável

A falta de sono, normalmente, faz com que você se alimente pior. De acordo com um estudo espanhol, mais de um terço das pessoas come mal quando dorme pouco. O motivo seria porque nessa situação debilitada, e de mais fome, seu corpo sente necessidade de alimentos com mais gordura e carboidrato, menos saudáveis. E, por isso, a falta de sono estaria vinculada ao aumento de peso, à obesidade e ao diabetes.

Segundo outro estudo realizado por pesquisadores no Catar, dormir pouco também aumenta o apetite e a resistência à insulina. Por isso, em resumo, a orientação é durma bem para comer melhor.

2. Saúde mental afetada

Dormir pouco tem relação com uma variedade de transtornos físicos, mentais e de comportamento. Segundo a organização espanhola Instituto de Medicina do Sono, a falta de sono está associada a problemas psicológicos, depressão e ansiedade.

Quando a falta de sono ter origem psicológica, pode ser um círculo vicioso: quando se tem problemas, dorme-se pouco, e vice-versa. E você vai se sentindo cada vez pior. O conselho para casos de insônia é buscar tratamento com medicamentos específicos ou terapia comportamental. 

3. Risco de acidentes

A possibilidade de sofrer acidentes cresce com a ausência de sono. “Um em cada cinco acidentes tem a ver com a falta de sono”, afirma Shirley Cramer, diretora executiva da Sociedade Real de Saúde Pública da Espanha, à reportagem.

“Segundo o órgão de segurança de estradas dos EUA, 40 mil pessoas se ferem por ano no país por problemas relacionados à falta de sono, e 1.550 pessoas morrem nesses tipos de acidentes. Outro estudo da Harvard Medical School já apontou que 250 mil condutores dormem ao volante por dia nos EUA”.

4. Menor rendimento físico

Dormir bem é importante para ter energia durante o dia, o que é um aspecto fundamental para o funcionamento de nosso cotidiano. O problema da falta de sono é o impacto no rendimento físico, pois o corpo precisa de um mínimo de horas de descanso. 

O processo de regeneração de tecidos cerebrais e físicos ocorre à noite. Se não há descanso não há recuperação correta, e isso afeta o rendimento físico e intelectual. Além disso, praticar exercícios físicos estimula um sono melhor, daí a combinação perfeita entre as atividades.

5. Limitação cognitiva

A falta de sono ou má qualidade do sono tem grande impacto negativo na saúde, a curto e longo prazo. Seus efeitos impactam na capacidade de atenção, recuperação da memória e a aprendizagem.

“Deveríamos encarar o sono do mesmo modo que encararmos outras coisas que beneficiam nossa saúde, como uma boa alimentação e atividade física”, lembra Cramer. Para a pesquisadora, o ato de dormir bem muitas vezes é subestimado, mas é algo que deveria preocupar a todos. “É uma questão de saúde pública.”

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Fonte: Bolsa de Mulher