por Jaqueline Rodrigues

“O que eu vim fazer aqui mesmo?” ou “Por que foi que eu abri a geladeira e estou parada na frente dela feito uma boba?”. Se você reconhece ter vivido alguma situação parecida, já experimentou o que o cientista cognitivo Tom Stafford chama de “efeito porta”. É como se você tivesse que lembrar se fechou as portas de casa direito, mas na verdade não sabe nem como chegou até ao trabalho dirigindo.

Ele estuda estes lapsos de memória e defende que entendê-los é também entender um pouco mais sobre como a memória humana funciona. De acordo com o cientista, o “efeito porta” acontece quando deixamos de prestar atenção nos detalhes, nas pequenas partes, e mentalizamos o objetivo completo.

Como nosso cérebro precisa ser estimulado, a pesquisa reforça a premissa de que é importante encarar a cada etapa de uma ação como um fato isolado em si. Se você precisa lembrar de pegar as chaves antes de sair de casa, pense em pegar as chaves e só depois em sair de casa.

Em 2011, psicólogos da Universidade de Notre Dame estudaram o “efeito porta” e concluíram que o cérebro automaticamente divide um plano grande em pequenas etapas. Se uma dessas etapas se perde ou se confunde, o fluxo é afetado. Por exemplo, abrir a geladeira para apanhar o tomate que vai ser cortado para compor o molho da massa que ainda nem cozinhou. Muitas etapas para concluir, mais chances de esquecê-las.

Fonte: Bolsa de Mulher