Microcefalia, Síndrome de Guillain-Barré, hidropisia fetal: a ciência ainda investiga a relação dessas três doenças com o zika vírus. E enquanto a confirmação final não vem, os pesquisadores continuam descobrindo mais consequências da ação do micro-organismo no corpo humano. A última delas é a encefalomielite, acometimento cujos sintomas são parecidos com a esclerose múltipla.

Um novo estudo, realizado por especialistas do Hospital da Restauração, que fica em Recife, Pernambuco, mostra uma possível ligação entre o zika e a encefalomielite aguda disseminada.

Essa doença faz com que o sistema imunológico ataque a bainha de mielina – uma espécie de capa que garante que os neurônios transmitam os impulsos nervosos adequadamente – nas regiões do cérebro e da medula.

Os pesquisadores brasileiros analisaram o caso de seis pessoas que chegaram ao hospital com sintomas que incluíam febre com vermelhidão cutânea, coceira, dor muscular e articular e vermelhidão nos olhos. Posteriormente, todos tiveram exames positivos para zika.

Em alguns pacientes, os sintomas neurológicos começaram logo em seguida, em outros, eles demoraram 15 dias para se manifestar. Dos seis pacientes, quatro desenvolveram Guillain-Barre e dois tiveram a encefalomielite.

Quando receberam alta hospitalar, cinco ainda tinham dificuldades motoras, um possuía problemas de visão e um estava com alterações de memória e raciocínio. De maneira geral, a doença regride em até seis meses, mas pode voltar.

Fonte: Bolsa de Mulher