Participantes fazem disputas de hip hop no Sesc Poço, em Maceió (Foto: Jonathan Lins/ G1)
Dois grupos de jovens separados por semblantes sérios, tensão e um ar de desafio. Até parece briga, e de fato é, mas sem a mínima violência. Com objetivo de dar aos que moram na periferia de Maceió um espaço de expressão social, o Abril Pró Hip Hop chegou a sua nona edição com muita dança, grafite e música neste domingo (1).

Ao som de muitos aplausos, gritos e vaias, cada um tem seu tempo durante as batidas do hip hop. Eles giram, pulam e até tem coreografia ensaiada para desafiar o outro time, que também aguarda sua vez de provar quem é o melhor na dança.

O evento, segundo um dos organizadores, é o resultado de um ano inteiro de trabalho. “Temos um coletivo que realiza uma série de projetos com jovens da periferia, como shows de rap, sarais e cinema.

Hoje, estamos aqui mostrando o que nós podemos fazer através da nossa cultura”, explicou Geyson Santos. Menino aprende a fazer grafite durante oficina dearte (Foto: Jonathan Lins/ G1)
Enquanto as batalhas dos dançarinos do gueto acontecem, uma oficina de grafite é realizada em outro ponto do local que sedia o evento, o Sesc Poço.

A aula, que é acompanhada por grafiteiros profissionais, começa simples e aos poucos vai ganhando forma, ou melhor, cor. Gustavo Arthur Silva, 10, sempre gostou de desenhar, mas nunca tinha grafitado antes.

“Fiz um desenho do Bob Esponja, foi bem legal e meus colegas gostaram. Acho que vou continuar pintando desse jeito”, contou.

“Eu acho muito importante, principalmente para as crianças da periferia, conhecer esse mundo.   Através dele elas podem desviar de outros caminhos errados, como o caminho do crime, das drogas”, disse uma das professoras de grafitti, Natália Matos, conhecida como “Ursa”.

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