O empresário Leonardo Meirelles é ex-sócio do doleiro Alberto Youssef  (Foto: Nilson Bastian/Câmara dos Deputados)
A defesa do lobista Leonardo Meirelles e do irmão dele Leandro Meirelles, representada pelo advogado Haroldo César Náter, informou ao juiz Sérgio Moro, por meio de um despacho publicado no sistema da Justiça Federal do Paraná, que o acordo de colaboração premiada de ambos foi homologado pelo ministro Teori Zavascki do Supremo Tribunal Federal (STF).
O documento da defesa que consta essa informação foi publicado na segunda-feira (18). Os acordos foram fechados com a Procuradoria Geral da República (PRG), em Brasília, ainda segundo o advogado.

Leonardo Meirelles é ex-sócio do doleiro Alberto Youssef e cedia empresas para que Youssef fizesse repasses de recurso ao exterior que seriam destinados depois a supostos beneficiários de propina, segundo as investigações.
Em depoimento ao Conselho de Ética da Câmara, no dia 7 de abril, Leonardo Meirelles disse ter comprovantes de depósitos bancários, totalizando US$ 5,1 milhões, de valores que recebeu em suas contas no exterior e que teriam como destinatário final o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Meirelles afirmou que transformou esse dinheiro em reais e o entregou em espécie ao doleiro Youssef, que depois informou a ele que seria destinado para o parlamentar.
O lobista disse aos deputados do colegiado não ter feito nenhum depósito diretamente em contas de Cunha e relatou não saber se ele tem ou não conta no exterior.

No mesmo dia, Cunha disse não ter “nada a ver” com o dinheirto citado por Meirelles. “Esse evento já foi publicamente comprovado que não tem nada, absolutamente nada a ver comigo”, afirmou o presidente da Câmara.

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