Um advogado de Palmas construiu uma casa sustentável e decidiu abandonar a correria da cidade para viver no campo. Denis Godoy é também permacultor. Foi ele mesmo quem projetou e construiu a casa com material retirado da natureza de forma ecologicamente correta.

(Veja o vídeo)
A permacultura é um sistema no qual se desenvolve um design de ambiente humano sustentável, em equilíbrio e harmonia com a natureza. Além disso, deixa o clima mais ameno, uma vantagem para quem vive em um estado onde a temperatura beira os 40º.

Casa sustentável foi construída no campo por advogado em Palmas (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
Na construção não foram usados tijolos. Denis optou por utilizar o hiperadobe, que são sacos de batata e ração cheios de terra.

“Essa é uma técnica de construção com terra ensacada. Ela é uma adaptação do superadobe, chamada de hiperadobe.

A única diferença entre elas é que o superadobe é um saco fechado, não tem aderência de uma camada com a outra, então usa arame farpado. Na hora de rebocar também teria que queimar para aderir ao reboco.

Esse [hiperadobe], como é furado, tem aderência uma com a outra e também recebe o reboco, mas é basicamente terra ensacada”, explicou o permacultor. Garrafas foram colocadas na parede; técnica contribui para a iluminação natural(Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
A única semelhança com as casas da cidade é o telhado, que é feito normalmente.

Mas as vigas são de ferro para não retirar a madeira da natureza. O reboco do lado de fora é feito de palha, areia, barro e esterco.

Por dentro, com terra e cimento, sendo um saco de cimento para três de barro. A iluminação é natural.

Denis colocou na parede garrafas de vidro cheias de água.
A caixa d’água tem capacidade para 22 mil litros, capta água da chuva.

O banheiro tem dois andares e não tem descarga. O dejeto é armazenado junto com um pó de serragem.

Posteriormente, o material será transformado em adubo.
Denis Godoy faz parte de um instituto de permacultura.

A intenção é levar o projeto para a população das comunidades rurais, indígenas e quilombolas. Banheiro de dois andares não tem sistema de descarga (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
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