O advogado Jorge Oscar Chueco, de 65 anos, foi preso em Encarnación, no Paraguai, na tarde de terça-feira (19). O argentino estava sendo procurado desde sexta-feira (15), um dia depois de ser visto em Puerto Iguazú, na fronteira com Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná.
Chueco é advogado do empreiteiro Lázaro Baez, preso por lavagem de dinheiro, em um caso de corrupção no governo da ex-presidente Cristina Kirchner.

Seu nome surgiu na semana passada em depoimento do delator Leonardo Fariña, como parte de um esquema de lavagem de dinheiro no país vizinho.
O argentino foi preso em frente a um hotel em Encarnación e estava sem documentos.

Inicialmente ele se apresentou com outro nome e foi levado à delegacia de polícia, onde foi identificado. Em seguida, Chueco foi expulso do país e entregue pela Direção Nacional de Migração a autoridades argentinas na Ponte San Roque Gonzáles, entre a capital do estado de Itapúa e Posadas, na Argentina.

Segundo as investigações, ele está envolvido na saída de mais de US$ 50 milhões e no retorno deste dinheiro por meio de bônus da dívida soberana da Argentina.
A busca pelo advogado começou depois que sua ex-mulher Patricia acionou a polícia a fim de saber do paradeiro do marido.

Ele teria dito a ela por telefone que iria se suicidar e que estava deixando cerca de US$ 40 mil no hotel onde estava hospedado, em Iguazú, informou o jornal argentino La Nación. Autoridades paraguaias apontaram que antes de seguir para Encarnación, Chueco entrou no país pela fronteira com o Brasil.

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