Variações climáticas afetaram a safrinha de milho de MS e produção deve ser menor que a prevista (Foto: Divulgação/Aprosoja/MS)
Variações climáticas e uma redução na projeção inicial da área cultivada, fizeram com que a Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul (Aprosoja/MS), revisse para baixo as estimativas em relação a safrinha de milho no estado.
Antes, a projeção inicial da Aprosoja/MS era de que o estado colhesse 9,5 milhões de toneladas do cereal, com uma produtividade média de 88,3 sacas por hectare, mas no levantamento divulgado nesta quarta-feira (20), esses números caíram para 8,5 milhões de toneladas e rendimento de 82 sacas por hectare.
Segundo a Aprosoja/MS, o principal problema climático neste início de ciclo da safrinha foi o excesso de chuva, que já havia afetado, inclusive, a produção de soja, e acabou tendo reflexos também no segundo ciclo do cereal.

“Conforme os últimos levantamentos, além do atraso no plantio desse grão, tivemos áreas que nem sequer foram plantadas e algumas que, logo após plantadas, sofreram inundações”, explica o presidente da Aprosoja/MS, Christiano Bortolotto.
Bortolotto comenta que se no início do plantio o problema foi o excesso de chuvas, neste momento o que preocupa os agricultores que plantaram milho é com a escassez de precipitações.

Ele comenta que nos últimos dias ocorreram chuvas apenas em áreas isoladas, o que compromete a produtividade do cereal.
“Essa segunda safra não está com condições climáticas tão favoráveis para esse período do ano, quanto foi a do ano passado.

Agora, esperamos que as chuvas voltem para diminuir esse impacto negativo”, analisa o presidente da Aprosoja/MS.
Com os problemas climáticos, a projeção de que seriam cultivados 1,799 milhão de hectares com milho safrinha acabou não se confirmando, de acordo com a Aprosoja/MS, que revela que no encerramento do cultivo desta temporada, que ocorreu oficialmente na sexta-feira passada (15), haviam se consolidado a área plantada de 1,740 milhão de hectares.

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