Agentes denunciam insegurança em posto de fiscalização no Terminal José Campana Wanderley (Foto: Arquivo pessoal)
Agentes de fiscalização da Empresa de Desenvolvimento Urbano e Habitacional de Boa Vista (Emurh) procuraram o G1 nesta segunda-feira (11) para denunciar irregularidades e insegurança em seu local de trabalho.
Segundo eles, no Terminal José Campana Wanderley, no Centro da capital, não há qualquer tipo de segurança para os agentes desempenharem suas funções. Os agentes da Emurh são responsáveis por fiscalizar o sistema de transporte público de Boa Vista.

“Ficamos expostos a assédio moral por parte de condutores de transporte público. É até comum que sejamos ameaçados na nossa própria sala de fiscalização por causa do trabalho que realizamos”, afirmou um agente que preferiu não ser identificado.

Fiscal flagrou morador de rua dormindo em frente àsala de fiscalização da Emurh no Centro de BoaVista; ‘não temos o mínimo de segurança’,disse (Foto: Arquivo pessoal)
De acordo com ele, também faltam materiais básicos para que o trabalho seja exercido.
“Não existe um planejamento das tarefas a serem executadas, falta água na sala da fiscalização por vários dias, veículos para trabalharmos, impressora para imprimir os relatórios e armários individuais para acomodar nossos pertences durante o horário de trabalho”, afirmou.

Conforme outro agente, os funcionários da Emurh já pediram providências para os gestores, mas nada foi feito porque há “motivação política” na empresa.
“Eles [gestores] só fazem aquilo que vai garantir uma boa imagem para eles, mas não se preocupam nem um pouco com nossas condições de trabalho”, declarou o agente que também pediu anonimato.

O que a Emurh dizEm nota, a Empresa de Desenvolvimento Urbano e Habitacional (Emhur) afirmou que existe a presença da Guarda Municipal no Terminal do Centro na mesma plataforma e que em situações de risco, os agentes de fiscalização podem acionar a guarda.
“Além disso, a sala de fiscalização possui espaço separado por divisórias para atendimento a taxistas e usuários, espaço este com chave”, disse.

A nota diz ainda que existe um cronograma de trabalho com equipes coordenadas pelos turnos da manhã e tarde. Todas as tarefas desenvolvidas são de conhecimento de todos, já que no concurso público as atribuições inerentes ao cargo estão descritas.

“Sobre a questão de falta de água, a denúncia não procede, tendo em vista que na sexta-feira (8) ficaram dois garrafões lacrados para reposição e foram entregues no ano passado dois armários em perfeito estado para uso dos mesmos. Em relação à impressora, a mesma esta sendo providenciada”, encerra a nota.

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