Manifestantes ocuparam o canteiro de obras da Usina de Baixo Iguaçu, em Capanema (PR), na manhã desta sexta-feira (13) (Foto: Michelli Arenza / RPC)
Agricultores que devem ter as terras atingidas em função da construção da Usina de Baixo Iguaçu, no sudoeste do Paraná, ocuparam na manhã desta sexta-feira (13) o canteiro de obras da hidrelétrica. O grupo reivindica, entre outros, a revisão do caderno de preços usado no estabelecimento dos valores pagos em indenização pelas propriedades.
Os manifestantes de cinco cidades da região reclamam que as indenizações propostas não são suficientes para que possam comprar terras equivalentes em outros locais.

A ocupação que ocorreu por volta das 10h30 é pacífica e vem sendo acompanhada por policiais militares.
Segundo a assessoria de imprensa do Consórcio Energético Baixo Iguaçu – formado pela Neoenergia e Copel, duas empresas foram contratadas para fazer a revisão do caderno de preços.

A previsão é que o trabalho seja concluído até a próxima semana e que depois disso representantes do consórcio devem se reunir com os agricultores. “O consórcio sempre esteve aberto a negociações”, apontou.

Atualmente, cerca de 1,2 mil funcionários contratados pela Odebrecht estão trabalhando na obra, retomada em janeiro depois de um ano e meio parada por problemas com licenças ambientais.
A assessoria informou ainda que o cronograma foi refeito após a retomada e que está seguindo conforme o previsto.

Uma das principais dificuldades, destacaram, é a permissão dos agricultores para que os técnicos tenham acesso às cerca de 400 propriedades cadastradas e que poderão ser atingidas.
A construção teve início em julho e a área da hidrelétrica envolverá diretamente os municípios de Capanema, Capitão Leônidas Marques, Realeza, Planalto e Nova Prata do Iguaçu.

Vizinha ao Parque Nacional do Iguaçu, Baixo Iguaçu será a sexta usina no leito do Rio Iguaçu, o principal do estado, e terá capacidade instalada de 350 megawatts (MW), suficiente para atender a demanda de um milhão de usuários.
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