Tendas foram montadas para Virada Cultural na Avenida da Universidade (Foto: Divulgação)Bandeiras do Brasil na Praça Portugal (Foto: Valdir Almeida/G1)
Manifestantes contra e a favor ao impeachment começam a ocupar pontos distintos de Fortaleza para os atos da tarde deste domingo, dia em que os deputados vão decidir se o processo para o impedimento da presidente Dilma Roussef será aberto ou não. Os telões instalados na Praça Portugal e na Avenida da Universidade já transmitem a sessão de votação.
Na Avenida da Universidade, manifestantes chegam para o protesto desta tarde, contra o impeachment e se juntam aos participantes da Virada Cultural que ocorreu deste sádado para domingo que já estão instalados em tendas na avenida, enquanto, na Praça Portugal,  os manifestantes a favor da saída de Dilma começam a chegar e muitos aproveitam as áreas de sombra da praça para aguardar a votação.

Segundo o comandante do policiamento da capital, Francisco Souto, cerca de 350 PMs estarão divididos reforçando o policiamento nos dois pontos de concetração, até o fim das manifestações. PúblicoCristina Lemos, 43 anos, diz “esperar que a justiça seja feita”.

Não aguentamos mais tanta corrupção.   Acho que nunca vi o Brasil como esta nestes últimos meses, então é preciso dar uma resposta ao povo.

Fora Dilma. Fora PT! Fora todos os corruptos,  independente de partido”, disse.

Cleide Maria está acampada no Benfica desde ontem. “A luta não começou agora e não acaba hoje.

Nos defendemos a Dilma e vamos seguir na luta pela reforma agrária e pelo direitos trabalhistas”, afirmou Cleide, que é da cidade de Lavras da Mangabeira e está com a família em Fortaleza pra participar do protesto.
A ambulante Marcilei Rodrigues aproveita o calor pra vender chapéu a R$ 10 a unidade, e já vendeu 90 neste domingo no ato do Benfica.

“Tem que se manifestar mas se protegendo do calor, porque a luta vai longe e o sol tá forte”, diz. Análise e votaçãoO relator da comissão especial do impeachment, deputado Jovair Arantes (PTB-GO), sustenta em relatório haver indícios de que Dilma cometeu crime de responsabilidade ao editar decretos de crédito extraordinário sem autorização do Congresso Nacional e ao permitir a prática das chamadas “pedaladas fiscais”, que é o atraso no repasse pela União aos bancos públicos para o pagamento de benefícios sociais.

A sessão de votação começou às 14h de domingo e deve durar até a noite. Se pelo menos 342 deputados aprovarem o processo, o afastamento da presidente será decidido pelo Senado.

Entre sexta e sábado, todos os 25 partidos políticos com representação na Casa tiveram direito a uma hora de pronunciamentos no plenário. Os servidores estão acessando o prédio pelo Anexo IV.

Apenas deputados, servidores, jornalistas credenciados e prestadores de serviço poderão entrar nas dependências da Câmara entre os dias 14 e 21 de abril. A decisão de restringir o acesso, segundo a direção da Casa, foi tomada por questões de “segurança e proteção das pessoas e do patrimônio físico, histórico e cultural da instituição”.

A Mesa Diretora distribuiu uma credencial específica para que o grupo possa circular pelo Salão Verde e entrar no plenário no período. Visitas institucionais às dependências do prédio estão suspensas até o dia 21 de abril, assim como as sessões solenes e outros eventos que seriam realizados no período.

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